Enquanto o governo dos EUA procura maneiras de entrar contra o WikiLeaks e processar seu editor Julian Assange, um cidadão da Flória decidiu ajudar na empreitada: abriu um processo alegando que a ação do WikiLeaks lhe causou stress, medo e ansiedade, e exige indenização de US$150 milhões (R$255 milhões).
As alegações de David Pitchford são, no mínimo, curiosas. Ele alega que as revelações do WikiLeaks aumentaram sua pressão arterial, seu nível de stress e seu medo de ter um ataque cardíaco, além de ter lhe induzido o medo de uma guerra “nucliar” [sic]. Sua lógica chega a declarar que Assange alega ser cidadão dos EUA, pois declarou que a prática do WikiLeaks é jornalística e portanto, protegida pela primeira emenda dos EUA.
Segundo a ação, Assange e outros membros do WikiLeaks devem ser indiciado por conduta ilegal, negligência, terrorismo, traição e espionagem. Ela ainda não foi aceita pela justiça da Flórida, e provavelmente não será, dado o absurdo das alegações. Mas quem estiver curioso para ler a íntegra da peça pode acessar o site http://j.mp/dO5hEc. Mesmo quem não entende de direito pode se divertir com a lógica confusa e o inglês sofrível do documento.
Fonte: Aylons Geek
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Faça a sua pergunta ao Assange
por Natália Viana
O fundador do WikiLeaks vai dar uma entrevista exclusiva para o público brasileiro.
A ideia é aumentar a comunicação direta com o Brasil, abrindo espaço para perguntas dos internautas.
Todo mundo pode participar. Basta enviar a sua pergunta como um comentário neste blog - cartacapitalwikileaks.wordpress.com, incluindo nome completo e email para contato.
Eu e o pessoal do WikiLeaks vamos selecionar dez perguntas que serão respondidas por Julian.
Vamos selecionar em especial perguntas originais – já que o Julian deu muitas entrevistas ultimamente – e que tenham relevância para o público brasileiro e para o atual momento do WikiLeaks.
Claro, nem todo mundo será contemplado, mas a ideia que a entrevista seja o mais democrática possível.
As perguntas podem ser enviadas até as 18 horas da próxima sexta-feira, dia 21 de janeiro.
Já a entrevista vai ser publicada na próxima semana – somente na internet.
Contamos com a sua participação!
Fonte: Planeta Osasco
Corte decide em fevereiro se extradita Assange
O pedido de extradição apresentado pela Suécia contra o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, por supostos crimes sexuais será examinado pela Justiça britânica em 7 e 8 de fevereiro, decidiu esta terça-feira um juiz durante audiência relâmpago em um tribunal de Londres.
O australiano, de 39 anos, se disse muito contente com o resultado da audiência, durante a qual o juiz Nicholas Evans também mudou sutilmente as condições da liberdade condicional para que o acusado possa dormir na capital nos dias em que sua extradição deve ser decidida.
"A única variação em sua liberdade é que nas noites de 6 e 7 de fevereiro o senhor poderá residir no Frontline Club de Londres", disse o juiz durante os 10 minutos que durou esta sessão de trâmite no tribunal de Woolwich, a sudeste de Londres, antes de intimá-lo para a manhã do dia 7.
O Frontline Club é um clube de jornalistas fundado por seu amigo, Vaughan Smith, que também é proprietário da mansão de campo onde Assange mora desde que o juiz concedeu a ele liberdade sob fiança em 16 de dezembro.
Fonte: Folha
O australiano, de 39 anos, se disse muito contente com o resultado da audiência, durante a qual o juiz Nicholas Evans também mudou sutilmente as condições da liberdade condicional para que o acusado possa dormir na capital nos dias em que sua extradição deve ser decidida.
"A única variação em sua liberdade é que nas noites de 6 e 7 de fevereiro o senhor poderá residir no Frontline Club de Londres", disse o juiz durante os 10 minutos que durou esta sessão de trâmite no tribunal de Woolwich, a sudeste de Londres, antes de intimá-lo para a manhã do dia 7.
O Frontline Club é um clube de jornalistas fundado por seu amigo, Vaughan Smith, que também é proprietário da mansão de campo onde Assange mora desde que o juiz concedeu a ele liberdade sob fiança em 16 de dezembro.
Fonte: Folha
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Executivo de banco suíço vai entregar documentos ao WikiLeaks
Mark Hosenball, Reuters - Um antigo executivo de um banco suíço afirmou que planeja entregar dados sobre centenas de correntistas estrangeiros ao site de denúncias WikiLeaks, sediado em Londres, em entrevista coletiva a ser na realizada na segunda-feira.
Rudolf Elmer foi diretor do escritório do banco Julius Baer nas ilhas Cayman até sua demissão pelo banco, em 2002. Ele deve ser julgado em um tribunal suíço na quarta-feira por violação das leis de sigilo bancário.
Ele e Jack Blum, antigo investigador do Congresso norte-americano e hoje advogado em Washington que representa pessoas envolvidas em denúncias contra grandes organizações, devem conceder entrevista coletiva em Londres na manhã da segunda-feira, durante a qual planejam entregar ao WikiLeaks dois CDs que supostamente contêm nomes e dados de conta sobre cerca de duas mil pessoas que mantêm dinheiro em contas bancárias fora de seus países de origem.
Os organizadores do evento afirmam acreditar que o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, concordou em participar pessoalmente do evento, a fim de receber as informações.
No entanto, a presença de Assange não está confirmada devido a uma ordem judicial que restringe seus movimentos e o mantêm em geral confinado a uma casa no leste da Inglaterra, onde está morando até que os tribunais britânicos julguem uma solicitação das autoridades suecas para que seja extraditado à Suécia a fim de ser interrogado sobre alegações de delitos sexuais.
No domingo, Elmer disse à Reuters que esperava que sua entrevista coletiva chamasse a atenção para os abusos praticados pelos bancos offshore e promovesse o WikiLeaks como mecanismo para que outras pessoas façam suas denúncias.
"O principal é educar a sociedade sobre os abusos dos bancos offshore e sobre sua forma de trabalho", disse.
"Acredito no sistema do WikiLeaks", prosseguiu Elmer. "Um recurso como esse precisa existir. O WikiLeaks era minha última esperança. Eu não tinha como divulgar minha mensagem. O WikiLeaks pode ser a única maneira de levar minha mensagem à sociedade. Eu gostaria de ajudar a recolocar o WikiLeaks nos trilhos."
Fonte: Baixaki
Rudolf Elmer foi diretor do escritório do banco Julius Baer nas ilhas Cayman até sua demissão pelo banco, em 2002. Ele deve ser julgado em um tribunal suíço na quarta-feira por violação das leis de sigilo bancário.
Ele e Jack Blum, antigo investigador do Congresso norte-americano e hoje advogado em Washington que representa pessoas envolvidas em denúncias contra grandes organizações, devem conceder entrevista coletiva em Londres na manhã da segunda-feira, durante a qual planejam entregar ao WikiLeaks dois CDs que supostamente contêm nomes e dados de conta sobre cerca de duas mil pessoas que mantêm dinheiro em contas bancárias fora de seus países de origem.
Os organizadores do evento afirmam acreditar que o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, concordou em participar pessoalmente do evento, a fim de receber as informações.
No entanto, a presença de Assange não está confirmada devido a uma ordem judicial que restringe seus movimentos e o mantêm em geral confinado a uma casa no leste da Inglaterra, onde está morando até que os tribunais britânicos julguem uma solicitação das autoridades suecas para que seja extraditado à Suécia a fim de ser interrogado sobre alegações de delitos sexuais.
No domingo, Elmer disse à Reuters que esperava que sua entrevista coletiva chamasse a atenção para os abusos praticados pelos bancos offshore e promovesse o WikiLeaks como mecanismo para que outras pessoas façam suas denúncias.
"O principal é educar a sociedade sobre os abusos dos bancos offshore e sobre sua forma de trabalho", disse.
"Acredito no sistema do WikiLeaks", prosseguiu Elmer. "Um recurso como esse precisa existir. O WikiLeaks era minha última esperança. Eu não tinha como divulgar minha mensagem. O WikiLeaks pode ser a única maneira de levar minha mensagem à sociedade. Eu gostaria de ajudar a recolocar o WikiLeaks nos trilhos."
Fonte: Baixaki
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Bank of America prepara estratégia contra vazamento
O Bank of America trabalha na elaboração de uma estratégia de defesa diante da possibilidade de que o banco americano se transforme no próximo alvo dos vazamentos do WikiLeaks, revelou nesta segunda-feira o jornal The New York Times.
Segundo o jornal, desde que foram intensificados os rumores de que o site de Julian Assange preparava um ataque contra o banco, foi criada uma equipe de aproximadamente 20 pessoas que elabora uma "ampla investigação interna".
No final de novembro, Assange anunciou em entrevista concedida à Forbes que o próximo alvo dos vazamentos do WikiLeaks seria "um grande banco americano" e a partir de então aumentaram os rumores de que seria o Bank of America.
Segundo o jornal nova-iorquino, que não identificou suas fontes, a equipe formada pelo banco tem entre 15 e 20 diretores e é liderada pelo principal responsável pela gestão de riscos da empresa, Bruce Thompson.
"Se algo acontecer queremos estar prontos. Queremos saber nossas opções antes que algo vaze", relatou aoThe New York Times um dos diretores do maior banco americano, que abordou o assunto sem se identificar.
Segundo detalha o jornal, por enquanto a investigação não encontrou provas que sustentem a versão de Assange de que o WikiLeaks possui um disco rígido de cinco gigabytes de um diretor de uma instituição bancária com valiosas informações sobre a empresa.
Segundo o Times, a equipe trabalha com a hipótese de que, no caso de que Assange disponha de documentos internos do Bank of America, eles poderiam ter saído "das montanhas de materiais" que o banco entregou à Comissão da Bolsa de Valores americana (SEC, na sigla em inglês) e ao escritório do procurador-geral de Nova York quando estava sendo investigado pela da aquisição do Merrill Lynch.
Quando os rumores de que o Bank of America seria o próximo alvo do WikiLeaks se intensificaram, no final de novembro, suas ações caíram consideravelmente na bolsa, embora tenham se recuperado rapidamente e no primeiro pregão de 2011 subiam mais de 5% na Bolsa de Nova York.
Fonte: Terra
Segundo o jornal, desde que foram intensificados os rumores de que o site de Julian Assange preparava um ataque contra o banco, foi criada uma equipe de aproximadamente 20 pessoas que elabora uma "ampla investigação interna".
No final de novembro, Assange anunciou em entrevista concedida à Forbes que o próximo alvo dos vazamentos do WikiLeaks seria "um grande banco americano" e a partir de então aumentaram os rumores de que seria o Bank of America.
Segundo o jornal nova-iorquino, que não identificou suas fontes, a equipe formada pelo banco tem entre 15 e 20 diretores e é liderada pelo principal responsável pela gestão de riscos da empresa, Bruce Thompson.
"Se algo acontecer queremos estar prontos. Queremos saber nossas opções antes que algo vaze", relatou aoThe New York Times um dos diretores do maior banco americano, que abordou o assunto sem se identificar.
Segundo detalha o jornal, por enquanto a investigação não encontrou provas que sustentem a versão de Assange de que o WikiLeaks possui um disco rígido de cinco gigabytes de um diretor de uma instituição bancária com valiosas informações sobre a empresa.
Segundo o Times, a equipe trabalha com a hipótese de que, no caso de que Assange disponha de documentos internos do Bank of America, eles poderiam ter saído "das montanhas de materiais" que o banco entregou à Comissão da Bolsa de Valores americana (SEC, na sigla em inglês) e ao escritório do procurador-geral de Nova York quando estava sendo investigado pela da aquisição do Merrill Lynch.
Quando os rumores de que o Bank of America seria o próximo alvo do WikiLeaks se intensificaram, no final de novembro, suas ações caíram consideravelmente na bolsa, embora tenham se recuperado rapidamente e no primeiro pregão de 2011 subiam mais de 5% na Bolsa de Nova York.
Fonte: Terra
sábado, 1 de janeiro de 2011
Defendam Assange, não o insultem
"Guardiães dos direitos das mulheres" na imprensa liberal britânica apressaram-se a condenar o fundador da Wikileaks. Na verdade, de todas as vezes que é envolvido no nosso sistema de justiça, os seus direitos individuais fundamentais têm sido violados.
Há quarenta anos, um livro intitulado The Greening of America causou sensação. Na capa estavam escritas estas palavras: "Aproxima-se uma revolução. Não é uma revolução como as do passado. Tem origem no indivíduo". Eu era correspondente nos EUA nessa altura, e lembro-me de como numa noite foi elevado ao status de guru o autor, o jovem académico de Yale, Charles Reich. A sua mensagem era a de que a acção política tinha falhado e só a "cultura" e a introspecção poderiam mudar o mundo. Isto combinado com uma insidiosa campanha de relações públicas empresariais que visava recuperar o capitalismo ocidental a partir do sentimento de liberdade inspirado pelos direitos cívicos e movimentos anti-guerra. Os eufemismos da nova propaganda eram o pós-modernismo, consumismo e "ego-ismo".
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Irã bloqueia acesso a site de jornal espanhol
O Irã bloqueou nesta quinta-feira o acesso ao site do jornal espanhol El País, depois da publicação de um documento diplomático, filtrado pelo site WikiLeaks, no qual afirma que o chefe da Guarda Revolucionária iraniana, Ali Jafari, bateu no presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad.
As autoridades iranianas também bloquearam o acesso a outros endereços na internet que reproduziram a notícia do jornal espanhol. Além disso, nenhum jornal oficial iraniano repercutiu a notícia, que até o momento não foi confirmada nem desmentida pelas fontes oficiais.
O El País divulgou nesta quinta-feira o conteúdo de uma embaixada americana em Baku de 11 de fevereiro deste ano, no qual o diplomata americano Rob Garverick informa que Jafari teria batido em Ahmadinejad durante uma acalorada discussão no Conselho Supremo de Segurança Nacional em janeiro de 2010 pelas repercussões dos controvertidas eleições de junho de 2009.
De acordo com a fonte iraniana Ahmadinejad sustentou que "o povo se sente asfixiado" e apostou, para fazer frente aos protestos e manifestações de descontentamento social, por uma maior permissividade e tolerância, "incluindo uma maior liberdade de imprensa".
A versão do jornal sustenta que as considerações de Ahmadinejad enfureceram o chefe da Guarda Revolucionária que teria exclamado "Está errado. Você que criou este caso. E ainda pede mais liberdade à imprensa?". O tumulto motivou a suspensão da reunião, que não foi retomada posteriormente.
Segundo a fonte informante, alguns blogs do Irã tinham repercutido a suspensão da reunião do Conselho Supremo, mas não mencionou o enfrentamento. No dia 29 de novembro, o presidente iraniano minimizou a importância dos documentos filtrados pelo WikiLeaks e disse que simplesmente se trata de uma conspiração.
Fonte: Terra
As autoridades iranianas também bloquearam o acesso a outros endereços na internet que reproduziram a notícia do jornal espanhol. Além disso, nenhum jornal oficial iraniano repercutiu a notícia, que até o momento não foi confirmada nem desmentida pelas fontes oficiais.
O El País divulgou nesta quinta-feira o conteúdo de uma embaixada americana em Baku de 11 de fevereiro deste ano, no qual o diplomata americano Rob Garverick informa que Jafari teria batido em Ahmadinejad durante uma acalorada discussão no Conselho Supremo de Segurança Nacional em janeiro de 2010 pelas repercussões dos controvertidas eleições de junho de 2009.
De acordo com a fonte iraniana Ahmadinejad sustentou que "o povo se sente asfixiado" e apostou, para fazer frente aos protestos e manifestações de descontentamento social, por uma maior permissividade e tolerância, "incluindo uma maior liberdade de imprensa".
A versão do jornal sustenta que as considerações de Ahmadinejad enfureceram o chefe da Guarda Revolucionária que teria exclamado "Está errado. Você que criou este caso. E ainda pede mais liberdade à imprensa?". O tumulto motivou a suspensão da reunião, que não foi retomada posteriormente.
Segundo a fonte informante, alguns blogs do Irã tinham repercutido a suspensão da reunião do Conselho Supremo, mas não mencionou o enfrentamento. No dia 29 de novembro, o presidente iraniano minimizou a importância dos documentos filtrados pelo WikiLeaks e disse que simplesmente se trata de uma conspiração.
Fonte: Terra
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
O escândalo do Wikileaks
Atilio Borón
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) emitiu um comunicado de imprensa a 15 de Dezembro de 2010 manifestando sua preocupação pelas ameaças à liberdade de expressão contidas na nova legislação aprovada pela Assembléia Nacional da República Bolivariana da Venezuela que, segundo a CIDH afetará "principalmente os grupos dissidentes e minoritários que encontram na Internet um espaço livre e democrático para a difusão de suas ideias."
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) emitiu um comunicado de imprensa a 15 de Dezembro de 2010 manifestando sua preocupação pelas ameaças à liberdade de expressão contidas na nova legislação aprovada pela Assembléia Nacional da República Bolivariana da Venezuela que, segundo a CIDH afetará "principalmente os grupos dissidentes e minoritários que encontram na Internet um espaço livre e democrático para a difusão de suas ideias."
domingo, 26 de dezembro de 2010
EUA estão preocupados com traficantes sul-americanos na África
A diplomacia americana está preocupada com a influência de narcotraficantes sul-americanos na África ocidental, que usam a região para o transporte internacional de cocaína, segundo documentos divulgados pelo WikiLeaks e publicados neste domingo pelo jornal El País.
A DEA, agência americana de combate às drogas, concluiu que a luta das autoridades sul-americanas contra o narcotráfico obrigou os carteis a buscarem outras plataformas "mais cômodas" para enviar sua mercadoria até a Europa e os Estados Unidos, revelam mensagens de embaixadas americanas em vários países africanos.
A África ocidental, onde vários países ainda sofrem com a corrupção, o caos institucional e a devastação de recentes guerras civis, se transformou no novo centro de armazenamento e distribuição de narcóticos dos carteis sul-americanos - e, em menos medida, também dos asiáticos.
De acordo com os documentos, países como Guiné Bissau "caíram nas mãos de organizações criminosas oportunistas e sofisticadas". Outros, como Serra Leoa e Libéria, se defendem como podem.
"O tráfico de drogas está aumentando, e sem vontade política forte para combater este flagelo, a África ocidental será incapaz de deter esta perigosa maré", escreveu em abril de 2009 a embaixada americana em Serra Leoa.
Em alguns casos, o poder local está diretamente envolvido com o narcotráfico. Em maio de 2008, quando o embaixador americano na Guiné comunicou ao então primeiro-ministro Lansana Kouyaté suas preocupações acerca do aumento do tráfico no país, este respondeu que o próprio filho do presidente Lansana Conté, Ousmane, era "o principal traficante".
Para os Estados Unidos, a Guiné está se aproximando cada vez mais de seu vizinho Guiné Bissau, classificado como "o maior narco-Estado emergente da África".
Fonte: Terra
A DEA, agência americana de combate às drogas, concluiu que a luta das autoridades sul-americanas contra o narcotráfico obrigou os carteis a buscarem outras plataformas "mais cômodas" para enviar sua mercadoria até a Europa e os Estados Unidos, revelam mensagens de embaixadas americanas em vários países africanos.
A África ocidental, onde vários países ainda sofrem com a corrupção, o caos institucional e a devastação de recentes guerras civis, se transformou no novo centro de armazenamento e distribuição de narcóticos dos carteis sul-americanos - e, em menos medida, também dos asiáticos.
De acordo com os documentos, países como Guiné Bissau "caíram nas mãos de organizações criminosas oportunistas e sofisticadas". Outros, como Serra Leoa e Libéria, se defendem como podem.
"O tráfico de drogas está aumentando, e sem vontade política forte para combater este flagelo, a África ocidental será incapaz de deter esta perigosa maré", escreveu em abril de 2009 a embaixada americana em Serra Leoa.
Em alguns casos, o poder local está diretamente envolvido com o narcotráfico. Em maio de 2008, quando o embaixador americano na Guiné comunicou ao então primeiro-ministro Lansana Kouyaté suas preocupações acerca do aumento do tráfico no país, este respondeu que o próprio filho do presidente Lansana Conté, Ousmane, era "o principal traficante".
Para os Estados Unidos, a Guiné está se aproximando cada vez mais de seu vizinho Guiné Bissau, classificado como "o maior narco-Estado emergente da África".
Fonte: Terra
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Os telegramas do Wikileaks, a mídia e o MST
Os jornais brasileiros divulgaram na semana passada referências ao MST feitas em telegramas sigilosos enviados nos últimos anos por diplomatas estadunidenses no Brasil aos seus superiores em Washington e revelados pela rede Wikileaks.
Algumas reflexões podem ser feitas a partir da leitura desse material.
Militar que ajudou WikiLeaks está em condições 'desumanas'
As condições carcerárias de Bradley Manning, o soldado americano acusado de vazar ao site WikiLeaks milhares de documentos secretos do departamento de Estado, são "desumanas" e sua saúde física e mental estão se deteriorando, afirmou uma pessoa próxima ao soldado, nesta quinta-feira.
"Parece evidente que a saúde física e mental de Manning estão se deteriorando", escreveu David House no blog Firedoglake.
De acordo com House, um analista de sistemas que visita o acusado duas vezes por mês, as condições carcerárias de Manning em prisão de Marines em Quántico, no estado da Virgínia, são "rigorosas e desumanas", apesar do que o Pentágono afirma.
O departamento de Defesa afirma que o ex-analista, de 23 anos, está detido sob um regime de segurança máxima, mas não recebe um tratamento diferente dos demais presos. Este tipo de encarceramento permite ao recluso apenas sair de sua cela uma hora por dia para realizar exercícios físicos.
Manning dispõe de dois lençois e cobertores que não podem se romper para evitar que se suicide, uma medida tomada por "precaução", ainda que não receba uma vigilância especial por isso, segundo o Pentágono.
House garantiu que as declarações do departamento são "claramente contraditórias" com as que Manning lhe fez, depois de visitá-lo no sábado e domingo. De acordo com sua versão, Manning não pode sair ao pátio da prisão há quatro semanas e, por isso, não está realizando exercícios físicos.
"Quando mencionei o comunicado do Pentágono que garante que ele pode fazer exercícios, ele respondeu que é verdade, se caminhar com correntes for considerado uma forma de fazer exercícios físicos", afirmou House.
Fonte: Terra
"Parece evidente que a saúde física e mental de Manning estão se deteriorando", escreveu David House no blog Firedoglake.
De acordo com House, um analista de sistemas que visita o acusado duas vezes por mês, as condições carcerárias de Manning em prisão de Marines em Quántico, no estado da Virgínia, são "rigorosas e desumanas", apesar do que o Pentágono afirma.
O departamento de Defesa afirma que o ex-analista, de 23 anos, está detido sob um regime de segurança máxima, mas não recebe um tratamento diferente dos demais presos. Este tipo de encarceramento permite ao recluso apenas sair de sua cela uma hora por dia para realizar exercícios físicos.
Manning dispõe de dois lençois e cobertores que não podem se romper para evitar que se suicide, uma medida tomada por "precaução", ainda que não receba uma vigilância especial por isso, segundo o Pentágono.
House garantiu que as declarações do departamento são "claramente contraditórias" com as que Manning lhe fez, depois de visitá-lo no sábado e domingo. De acordo com sua versão, Manning não pode sair ao pátio da prisão há quatro semanas e, por isso, não está realizando exercícios físicos.
"Quando mencionei o comunicado do Pentágono que garante que ele pode fazer exercícios, ele respondeu que é verdade, se caminhar com correntes for considerado uma forma de fazer exercícios físicos", afirmou House.
Fonte: Terra
Magnoli ataca Assange e os blogueiros
Eu gostaria de saber o que se passa pela cabeça do Magnoli quando fala em caráter. Deixemos, porém, a moral para os moralistas e para Deus. Respiremos fundo e analisemos esse pedaço de carne putrefata enrolado em papel jornal.
Tenho consciência do perigo que é analisar trechos de um texto. Mas é a maneira mais fácil e rápida, tanto para quem escreve quanto para quem lê. Contanto que não sejamos levianos e mantermos em mente o texto inteiro, e não somente o trecho pinçado, dá para levar adiante, sem descontextualizações injustas, uma análise equilibrada.
Tenho consciência do perigo que é analisar trechos de um texto. Mas é a maneira mais fácil e rápida, tanto para quem escreve quanto para quem lê. Contanto que não sejamos levianos e mantermos em mente o texto inteiro, e não somente o trecho pinçado, dá para levar adiante, sem descontextualizações injustas, uma análise equilibrada.Portanto, ao texto!
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
EUA queriam encontro como Brasil para discutir Irã
A aproximação entre os governos do Brasil e Irã preocupou consideravelmente os diplomatas norte-americanos em Brasília, que pediram encontros com o alto escalão brasileiro para discutir o assunto. A revelação foi feita pelo site WikiLeaks, segundo matéria publicada nesta quinta-feira no jornal “Folha de S. Paulo”.
O assunto foi esmiuçado em telegramas enviados pelos diplomatas americanos no Brasil à Secretaria de Estado em Washington. Em telegrama enviado no dia 6 de novembro de 2009, a ministra conselheira da embaixada americana, Lisa Kubiske, relatava encontros com membros do Itamaraty para tratar da viagem do iraniano Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil no fim daquele mês.
"O Brasil ainda não entende completamente a dinâmica que cerca o Irã e o Oriente Médio, e seu frenético esforço de se engajar com todos os atores da região aumenta o potencial de erros e de mal-entendidos", disse Kubiske
No mesmo documento, a diplomata fala abertamente sobre a necessidade de intervenção dos EUA no assunto "A missão renova seu pedido para que um especialista em Oriente Médio de Washington venha a Brasília se encontrar com altos funcionários da Presidência e do Itamaraty para apresentar a nossa visão."
O assunto foi esmiuçado em telegramas enviados pelos diplomatas americanos no Brasil à Secretaria de Estado em Washington. Em telegrama enviado no dia 6 de novembro de 2009, a ministra conselheira da embaixada americana, Lisa Kubiske, relatava encontros com membros do Itamaraty para tratar da viagem do iraniano Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil no fim daquele mês.
"O Brasil ainda não entende completamente a dinâmica que cerca o Irã e o Oriente Médio, e seu frenético esforço de se engajar com todos os atores da região aumenta o potencial de erros e de mal-entendidos", disse Kubiske
No mesmo documento, a diplomata fala abertamente sobre a necessidade de intervenção dos EUA no assunto "A missão renova seu pedido para que um especialista em Oriente Médio de Washington venha a Brasília se encontrar com altos funcionários da Presidência e do Itamaraty para apresentar a nossa visão."
Jornal diz ter obtido todos os telegramas

O jornal norueguês Aftenposten informou hoje ter conseguido todos os mais de 250.000 telegramas diplomáticos norte-americanos que vêm sendo divulgados paulatinamente pelo site WikiLeaks, dedicado ao vazamento de arquivos secretos. Ole Erik Almlid, editor do Aftenposten, disse que o jornal não tem nenhuma restrição quanto ao uso a ser feito do material e publicará reportagens citando os telegramas caso julgue relevante. Ainda de acordo com ele, trechos de documentos originais também serão divulgados no site do periódico na internet.
Almlid se recusou a revelar como o Aftenposten obteve os documentos, mas disse que a direção do jornal não pagou por eles. Até o momento, o WikiLeaks divulgou apenas cerca de 1.900 dos mais de 250.000 telegramas de que dispõe. O teor dos documentos vazados pelo WikiLeaks tem sido publicado por diversos veículos de comunicação ao redor do mundo, alguns dos quais fizeram acordo com o site. As informações são da Associated Press.
Fonte: Estadão
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Lula pediu que Cháves baixasse o tom contra EUA

Novos telegramas vazados pelo WikiLeaks mostram que o presidente Lula pediu ao colega venezuelano, Hugo Chávez, que baixasse o tom contra os Estados Unidos.
Essa afirmação está no conteúdo diplomático divulgado nesta quarta-feira pelo jornal espanhol "El Pais".
O pedido teria sido passado ao embaixador dos Estados Unidos no Brasil, John Danilovich, pelo ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. Ele mesmo foi o mensageiro do recado de Lula a Chávez.
A recomendação brasileira não surtiu efeito no presidente venezuelano, que continuou com os ataques verbais contra os Estados Unidos.
Fonte: Band News FM
As ‘calçoilas de Hillary’ – O WikiLeaks
A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse em dias da semana passada que, terminado o mandato do presidente Barack Obama, reeleito ou não, ela abandona a vida pública. Hillary tem um mandato de senadora pelo estado de Nova York.
Em 2008, no início da pré campanha eleitoral para escolha do sucessor de George Bush, Hillary era a favorita do Partido Democrata. Foi atropelada nas primárias por um quase desconhecido senador do estado de Illinois, Barack Obama, numa avassaladora campanha feita principalmente via Internet, por jovens e negros a favor de Obama.
Derrotada, imaginou que seria candidata a vice-presidente na chapa Democrata, mas acabou secretária de Estado num acordo do qual discordaram vários integrantes do primeiro time de Obama.
Medo da sombra.
O anúncio de Hillary, que vai abandonar a vida pública, tem várias razões. Uma delas a constatação que não conseguirá disputar eleições presidenciais em 2012 e estará sem condições de fazê-lo em 2016. Outra, o conhecimento que vários documentos secretos em poder do WikiLeaks demolem o governo de seu marido Bill e colocam-na em posição no mínimo constrangedora diante de determinados fatos.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Após acidente com avião da Gol, EUA tentaram tirar pilotos do Brasil
O governo dos Estados Unidos agiu junto ao Itamaraty e à Polícia Federal para tirar do Brasil os pilotos norte-americanos envolvidos no acidente entre um jato Legacy e o Boeing 737 da Gol, ocorrido no dia 29 de setembro de 2006 e que matou 154 pessoas. A revelação consta de telegramas enviados a Washington por diplomatas e obtidos pelo site WikiLeaks.
A primeira intervenção teria ocorrido logo em outubro, quando foram enviados ao Brasil três funcionários do Conselho de Segurança de Transportes (NTSB) e um da Administração Federal de Aviação (FAA) para acompanhar as investigações.
Enquanto isso, a embaixada dos EUA trabalhava para tirar do país os pilotos Joe Lepore e Jan Paladino. Na época, eles não conseguiriam deixar o território brasileiro, pois estavam com seus passaportes retidos.
A primeira intervenção teria ocorrido logo em outubro, quando foram enviados ao Brasil três funcionários do Conselho de Segurança de Transportes (NTSB) e um da Administração Federal de Aviação (FAA) para acompanhar as investigações.
Enquanto isso, a embaixada dos EUA trabalhava para tirar do país os pilotos Joe Lepore e Jan Paladino. Na época, eles não conseguiriam deixar o território brasileiro, pois estavam com seus passaportes retidos.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Dirceu duvidou de recuperação de Lula após mensalão, revela WikiLeaks
O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, acreditou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não conseguiria se recuperar da crise causada pelo escândalo do mensalão, e que não conseguiria se reeleger em 2006. As informações constam de telegramas enviados por diplomatas norte-americanos a Washington e obtidos pelo site WikiLeaks. A publicação do teor dos documentos foi feita na edição desta segunda-feira do jornal “Folha de S. Paulo”.
Dirceu teria feito as declarações em 2005, no auge do escândalo do mensalão e logo após deixar a Casa Civil. Ele teria dito a um amigo americano que Lula dificilmente seria reeleito nas eleições de 2006 e afirmou que ele poderia até mesmo desistir de concorrer a um novo mandato se ficasse "deprimido".
De acordo com um despacho diplomático americano obtido pela organização WikiLeaks, Dirceu considerava mais provável uma vitória da oposição em 2006 e previu que o candidato do PSDB à Presidência seria o então prefeito de São Paulo, José Serra.
Como se sabe, as previsões não se concretizaram. O candidato da oposição acabou sendo Geraldo Alckmin, animado pelos bons índices de aprovação à frente do governo do Estado de São Paulo. Lula acabou concorrendo e venceu as eleições com relativa facilidade.
Dirceu teria feito as declarações em 2005, no auge do escândalo do mensalão e logo após deixar a Casa Civil. Ele teria dito a um amigo americano que Lula dificilmente seria reeleito nas eleições de 2006 e afirmou que ele poderia até mesmo desistir de concorrer a um novo mandato se ficasse "deprimido".
De acordo com um despacho diplomático americano obtido pela organização WikiLeaks, Dirceu considerava mais provável uma vitória da oposição em 2006 e previu que o candidato do PSDB à Presidência seria o então prefeito de São Paulo, José Serra.
Como se sabe, as previsões não se concretizaram. O candidato da oposição acabou sendo Geraldo Alckmin, animado pelos bons índices de aprovação à frente do governo do Estado de São Paulo. Lula acabou concorrendo e venceu as eleições com relativa facilidade.
Viva o Wikileaks!
SiCKO não foi banido em Cuba
Esquerda - [Michael Moore] A WikiLeaks fez esta sexta-feira uma coisa incrível: lançou um telegrama secreto do Departamento de Estado que trata, em parte, de mim e do meu filme Sicko, em Cuba.
É espantoso olhar a natureza orwelliana dos burocratas do Estado, que torcem mentiras e tentam recriar a realidade (presumo que para agradar a seus chefes e dizer-lhes o que eles querem ouvir).
A data é 31 de Janeiro de 2008. Poucos dias depois de Sicko ser indicado ao Óscar de Melhor Documentário. Isso deve ter deixado alguém furioso no Departamento de Estado de Bush (o seu Departamento do Tesouro já me tinha notificado de que investigava as leis que porventura quebrei ao levar três socorristas do 11/09 a Cuba para receberem os cuidados de saúde que lhes foram negados nos Estados Unidos).
domingo, 19 de dezembro de 2010
EUA estuda como processar Julian Assange
"Estamos estudando isto. O Departamento da Justiça está trabalhando sobre a questão", afirmou Biden em uma entrevista ao canal NBC e que será exibida neste domingo.
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