Enquanto o governo dos EUA procura maneiras de entrar contra o WikiLeaks e processar seu editor Julian Assange, um cidadão da Flória decidiu ajudar na empreitada: abriu um processo alegando que a ação do WikiLeaks lhe causou stress, medo e ansiedade, e exige indenização de US$150 milhões (R$255 milhões).
As alegações de David Pitchford são, no mínimo, curiosas. Ele alega que as revelações do WikiLeaks aumentaram sua pressão arterial, seu nível de stress e seu medo de ter um ataque cardíaco, além de ter lhe induzido o medo de uma guerra “nucliar” [sic]. Sua lógica chega a declarar que Assange alega ser cidadão dos EUA, pois declarou que a prática do WikiLeaks é jornalística e portanto, protegida pela primeira emenda dos EUA.
Segundo a ação, Assange e outros membros do WikiLeaks devem ser indiciado por conduta ilegal, negligência, terrorismo, traição e espionagem. Ela ainda não foi aceita pela justiça da Flórida, e provavelmente não será, dado o absurdo das alegações. Mas quem estiver curioso para ler a íntegra da peça pode acessar o site http://j.mp/dO5hEc. Mesmo quem não entende de direito pode se divertir com a lógica confusa e o inglês sofrível do documento.
Fonte: Aylons Geek
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Faça a sua pergunta ao Assange
por Natália Viana
O fundador do WikiLeaks vai dar uma entrevista exclusiva para o público brasileiro.
A ideia é aumentar a comunicação direta com o Brasil, abrindo espaço para perguntas dos internautas.
Todo mundo pode participar. Basta enviar a sua pergunta como um comentário neste blog - cartacapitalwikileaks.wordpress.com, incluindo nome completo e email para contato.
Eu e o pessoal do WikiLeaks vamos selecionar dez perguntas que serão respondidas por Julian.
Vamos selecionar em especial perguntas originais – já que o Julian deu muitas entrevistas ultimamente – e que tenham relevância para o público brasileiro e para o atual momento do WikiLeaks.
Claro, nem todo mundo será contemplado, mas a ideia que a entrevista seja o mais democrática possível.
As perguntas podem ser enviadas até as 18 horas da próxima sexta-feira, dia 21 de janeiro.
Já a entrevista vai ser publicada na próxima semana – somente na internet.
Contamos com a sua participação!
Fonte: Planeta Osasco
Corte decide em fevereiro se extradita Assange
O pedido de extradição apresentado pela Suécia contra o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, por supostos crimes sexuais será examinado pela Justiça britânica em 7 e 8 de fevereiro, decidiu esta terça-feira um juiz durante audiência relâmpago em um tribunal de Londres.
O australiano, de 39 anos, se disse muito contente com o resultado da audiência, durante a qual o juiz Nicholas Evans também mudou sutilmente as condições da liberdade condicional para que o acusado possa dormir na capital nos dias em que sua extradição deve ser decidida.
"A única variação em sua liberdade é que nas noites de 6 e 7 de fevereiro o senhor poderá residir no Frontline Club de Londres", disse o juiz durante os 10 minutos que durou esta sessão de trâmite no tribunal de Woolwich, a sudeste de Londres, antes de intimá-lo para a manhã do dia 7.
O Frontline Club é um clube de jornalistas fundado por seu amigo, Vaughan Smith, que também é proprietário da mansão de campo onde Assange mora desde que o juiz concedeu a ele liberdade sob fiança em 16 de dezembro.
Fonte: Folha
O australiano, de 39 anos, se disse muito contente com o resultado da audiência, durante a qual o juiz Nicholas Evans também mudou sutilmente as condições da liberdade condicional para que o acusado possa dormir na capital nos dias em que sua extradição deve ser decidida.
"A única variação em sua liberdade é que nas noites de 6 e 7 de fevereiro o senhor poderá residir no Frontline Club de Londres", disse o juiz durante os 10 minutos que durou esta sessão de trâmite no tribunal de Woolwich, a sudeste de Londres, antes de intimá-lo para a manhã do dia 7.
O Frontline Club é um clube de jornalistas fundado por seu amigo, Vaughan Smith, que também é proprietário da mansão de campo onde Assange mora desde que o juiz concedeu a ele liberdade sob fiança em 16 de dezembro.
Fonte: Folha
sábado, 1 de janeiro de 2011
Defendam Assange, não o insultem
"Guardiães dos direitos das mulheres" na imprensa liberal britânica apressaram-se a condenar o fundador da Wikileaks. Na verdade, de todas as vezes que é envolvido no nosso sistema de justiça, os seus direitos individuais fundamentais têm sido violados.
Há quarenta anos, um livro intitulado The Greening of America causou sensação. Na capa estavam escritas estas palavras: "Aproxima-se uma revolução. Não é uma revolução como as do passado. Tem origem no indivíduo". Eu era correspondente nos EUA nessa altura, e lembro-me de como numa noite foi elevado ao status de guru o autor, o jovem académico de Yale, Charles Reich. A sua mensagem era a de que a acção política tinha falhado e só a "cultura" e a introspecção poderiam mudar o mundo. Isto combinado com uma insidiosa campanha de relações públicas empresariais que visava recuperar o capitalismo ocidental a partir do sentimento de liberdade inspirado pelos direitos cívicos e movimentos anti-guerra. Os eufemismos da nova propaganda eram o pós-modernismo, consumismo e "ego-ismo".
domingo, 26 de dezembro de 2010
Assange pode ganhar US$ 1,5 milhão por biografia
O criador do WikiLeaks, Julian Assange, revelou em uma entrevista publicada neste domingo ter assinado acordos para publicar sua autobiografia no valor de mais de um milhão de libras (US$ 1,5 milhão de dólares). Assange indicou ao jornal Sunday Times que o dinheiro o ajudará a defender-se das acusações de abuso sexual que correm contra ele na Justiça sueca.
"Eu não queria escrever este livro, mas tenho que fazê-lo", disse Assange. "Já gastei 200 mil libras em despesas legais e preciso me defender, além de manter o WikiLeaks vivo". O australiano, cujo polêmico site publicou dezenas de milhares de documentos confidenciais da diplomacia americana, disse que receberia US$ 800 mil dólares de Alfred A. Knopf, seu editor nos Estados Unidos, e que havia chegado a um acordo com a britânica Canongate por 325 mil libras. Com os direitos de propriedade e outros lucros advindos do livro, espera-se que esta cifra chegue a 1,1 milhão de libras, disse Assange.
O fundador do WikiLeaks está em liberdade condicional no Reino Unido, onde luta contra uma ordem de extradição emitida pela Suécia devido ao processo por abuso sexual. Assange está vivendo na casa de campo de um amigo no leste da Inglaterra desde sua libertação, em 16 de dezembro, sob rígidas condições que incluem uma apresentação diária à polícia e o uso de um bracelete eletrônico.
Uma audiência para avaliar o pedido de extradição contra Assange está marcada para 7 de fevereiro em um tribunal de Londres.
Fonte: eBand
"Eu não queria escrever este livro, mas tenho que fazê-lo", disse Assange. "Já gastei 200 mil libras em despesas legais e preciso me defender, além de manter o WikiLeaks vivo". O australiano, cujo polêmico site publicou dezenas de milhares de documentos confidenciais da diplomacia americana, disse que receberia US$ 800 mil dólares de Alfred A. Knopf, seu editor nos Estados Unidos, e que havia chegado a um acordo com a britânica Canongate por 325 mil libras. Com os direitos de propriedade e outros lucros advindos do livro, espera-se que esta cifra chegue a 1,1 milhão de libras, disse Assange.
O fundador do WikiLeaks está em liberdade condicional no Reino Unido, onde luta contra uma ordem de extradição emitida pela Suécia devido ao processo por abuso sexual. Assange está vivendo na casa de campo de um amigo no leste da Inglaterra desde sua libertação, em 16 de dezembro, sob rígidas condições que incluem uma apresentação diária à polícia e o uso de um bracelete eletrônico.
Uma audiência para avaliar o pedido de extradição contra Assange está marcada para 7 de fevereiro em um tribunal de Londres.
Fonte: eBand
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Magnoli ataca Assange e os blogueiros
Eu gostaria de saber o que se passa pela cabeça do Magnoli quando fala em caráter. Deixemos, porém, a moral para os moralistas e para Deus. Respiremos fundo e analisemos esse pedaço de carne putrefata enrolado em papel jornal.
Tenho consciência do perigo que é analisar trechos de um texto. Mas é a maneira mais fácil e rápida, tanto para quem escreve quanto para quem lê. Contanto que não sejamos levianos e mantermos em mente o texto inteiro, e não somente o trecho pinçado, dá para levar adiante, sem descontextualizações injustas, uma análise equilibrada.
Tenho consciência do perigo que é analisar trechos de um texto. Mas é a maneira mais fácil e rápida, tanto para quem escreve quanto para quem lê. Contanto que não sejamos levianos e mantermos em mente o texto inteiro, e não somente o trecho pinçado, dá para levar adiante, sem descontextualizações injustas, uma análise equilibrada.Portanto, ao texto!
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Por que doei $50,000 para o Wikileaks
Vamos deixar algo claro: Julian Assange é um jornalista. Você pode argumentar que ele não está praticando jornalismo da forma que deveria ser praticado – vazando documentos classificados do Departamento de Estado americano – mas ele é um jornalista ainda assim. E para muitos de nós ele é um herói.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Criador do WikiLeaks publicará suas memórias
O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, vendeu suas memórias a duas editoras e deve ter um manuscrito pronto em março, informou o jornal britânico The Guardian, nesta terça-feira.
O jornal, um dos quais o WikiLeaks forneceu trechos de seu material secreto, disse que Assange teria vendido suas memórias à editora britânica Canongate e à norte-americana Knopf.
O australiano, 39 anos, provocou o governo dos Estados Unidos ao divulgar documentos confidenciais norte-americanos em seu site na internet e em jornais em todo o mundo para ampliar o impacto das revelações.
Assange está em liberdade condicional e vivendo no interior da Inglaterra em prisão domiciliar enquanto se prepara para lutar contra a extradição para a Suécia, onde autoridades desejam interrogá-lo sobre supostos crimes sexuais.
A informação vazou em uma mensagem no Twitter da editora espanhola Random House Mondadori. O diretor da divisão literária do grupo Claudio Lopez disse que o "manuscrito estará pronto em março", informou o The Guardian.
Fonte: Terra
O jornal, um dos quais o WikiLeaks forneceu trechos de seu material secreto, disse que Assange teria vendido suas memórias à editora britânica Canongate e à norte-americana Knopf.
O australiano, 39 anos, provocou o governo dos Estados Unidos ao divulgar documentos confidenciais norte-americanos em seu site na internet e em jornais em todo o mundo para ampliar o impacto das revelações.
Assange está em liberdade condicional e vivendo no interior da Inglaterra em prisão domiciliar enquanto se prepara para lutar contra a extradição para a Suécia, onde autoridades desejam interrogá-lo sobre supostos crimes sexuais.
A informação vazou em uma mensagem no Twitter da editora espanhola Random House Mondadori. O diretor da divisão literária do grupo Claudio Lopez disse que o "manuscrito estará pronto em março", informou o The Guardian.
Fonte: Terra
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Julian Assange: "Recebo ameaças de morte a toda a hora"
Em entrevista ao jornal espanhol "El País", o fundador do Wikileaks, Julian Assange, garantiu que recebe constantes ameaças de morte, normalmente por parte de membros das Forças Armadas dos Estados Unidos.
Durante a conversa, Julian Assange contou pormenores dos dias que passou na prisão. "Fui transferido três vezes e, ao contrário dos outros detidos, a minha cela estava sempre fechada. Perto da minha cela estavam pedófilos que gritavam toda a noite e falavam sobre os seus crimes", acrescentou. As autoridades acabaram por optar pela transferência para outra zona com medo que fosse atacado, devido à curiosidade que suscitava nos outros presos. Também alguns polícias se mostravam fascinados com a sua presença. Um dos guardas entregou-lhe um papel no qual estava escrito: "Só tenho dois heróis neste mundo: Martin Luther King e você".
Para passar o tempo na prisão fazia exercício, escrevia notas sobre o Wikileaks para entregar aos seus colegas e leu o "Cancer Ward" de Alexandr Soljenitsin.
Questionado sobre as suspeitas de abuso sexual, Assange garante: "Nunca tive relações sexuais com ninguém sem o seu consentimento".
O australiano contou, ainda, que deixou um dente na prisão, num dia em que comia um prato de arroz com feijão e encontrou um pedaço metálico no meio da comida. "Não sei se foi ali colocado ou se foi um acidente", disse. O dente acabou por desaparecer da sua cela e Assange ironiza: "Deve estar à venda no eBay".
Fonte: ionline
Durante a conversa, Julian Assange contou pormenores dos dias que passou na prisão. "Fui transferido três vezes e, ao contrário dos outros detidos, a minha cela estava sempre fechada. Perto da minha cela estavam pedófilos que gritavam toda a noite e falavam sobre os seus crimes", acrescentou. As autoridades acabaram por optar pela transferência para outra zona com medo que fosse atacado, devido à curiosidade que suscitava nos outros presos. Também alguns polícias se mostravam fascinados com a sua presença. Um dos guardas entregou-lhe um papel no qual estava escrito: "Só tenho dois heróis neste mundo: Martin Luther King e você".
Para passar o tempo na prisão fazia exercício, escrevia notas sobre o Wikileaks para entregar aos seus colegas e leu o "Cancer Ward" de Alexandr Soljenitsin.
Questionado sobre as suspeitas de abuso sexual, Assange garante: "Nunca tive relações sexuais com ninguém sem o seu consentimento".
O australiano contou, ainda, que deixou um dente na prisão, num dia em que comia um prato de arroz com feijão e encontrou um pedaço metálico no meio da comida. "Não sei se foi ali colocado ou se foi um acidente", disse. O dente acabou por desaparecer da sua cela e Assange ironiza: "Deve estar à venda no eBay".
Fonte: ionline
domingo, 19 de dezembro de 2010
EUA estuda como processar Julian Assange
"Estamos estudando isto. O Departamento da Justiça está trabalhando sobre a questão", afirmou Biden em uma entrevista ao canal NBC e que será exibida neste domingo.
Assange denuncia novo macartismo nos EUA
O australiano Julian Assange denunciou neste sábado "uma nova forma de macartismo financeiro nos Estados Unidos", depois da suspensão pelo Bank of America de todas as transações destinadas ao site WikiLeaks, especializado no vazamento de documentos confidenciais.
"O Bank of America divulgou um comunicado de que não pretende realizar nenhuma transação de nenhum cliente para nenhuma organização que arrecade dinheiro em nosso benefício", disse.
"É um novo tipo de macartismo nos Estados Unidos para privar esta organização dos recursos que precisa para sobreviver, para me privar pessoalmente dos recursos que meus adovogados precisam para me proteger da extradição para os Estados Unidos ou Suécia", completou Assange.
O termo usado por Assange faz referência à campanha anticomunista liderada pelo então senador Joseph McCarthy nas décadas de 40 e 50.
O Bank of America anunciou neste sábado a suspensão de todas as transações destinadas ao site WikiLeaks, responsável pelo vazamento de milhares de documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos.
"O Bank of America se une às medidas anunciadas anteriormente por MasterCard, PayPal, Visa Europa e outros, e não realizará transações de nenhum tipo que acredite que possam estar destinadas ao WikiLeaks", anunciou Scott Silvestri, porta-voz do banco.
"Esta decisão é baseada no fato de que temos razões para pensar que o WikiLeaks pode estar vinculado a atividades que são, entre outras coisas, contrárias a nossa política interna de pagagmentos", acrescenta Silvestri em um comunicado.
O fundador do WikiLeaks, que recentemente divulgou 250.000 telegramas diplomáticos secretos americanos, havia anunciado em uma entrevista à revista Forbes que preparava um `megavazamento` que afetaria um importante banco dos Estados Unidos no início do próximo ano".
Fonte: eBand
"O Bank of America divulgou um comunicado de que não pretende realizar nenhuma transação de nenhum cliente para nenhuma organização que arrecade dinheiro em nosso benefício", disse.
"É um novo tipo de macartismo nos Estados Unidos para privar esta organização dos recursos que precisa para sobreviver, para me privar pessoalmente dos recursos que meus adovogados precisam para me proteger da extradição para os Estados Unidos ou Suécia", completou Assange.
O termo usado por Assange faz referência à campanha anticomunista liderada pelo então senador Joseph McCarthy nas décadas de 40 e 50.
O Bank of America anunciou neste sábado a suspensão de todas as transações destinadas ao site WikiLeaks, responsável pelo vazamento de milhares de documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos.
"O Bank of America se une às medidas anunciadas anteriormente por MasterCard, PayPal, Visa Europa e outros, e não realizará transações de nenhum tipo que acredite que possam estar destinadas ao WikiLeaks", anunciou Scott Silvestri, porta-voz do banco.
"Esta decisão é baseada no fato de que temos razões para pensar que o WikiLeaks pode estar vinculado a atividades que são, entre outras coisas, contrárias a nossa política interna de pagagmentos", acrescenta Silvestri em um comunicado.
O fundador do WikiLeaks, que recentemente divulgou 250.000 telegramas diplomáticos secretos americanos, havia anunciado em uma entrevista à revista Forbes que preparava um `megavazamento` que afetaria um importante banco dos Estados Unidos no início do próximo ano".
Fonte: eBand
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Assange desafia acusação a apresentar as provas
"Agora que estou de volta à direção do barco, o nosso trabalho avançará de forma mais rápida", prometeu Julian Assange, ontem, um dia depois da sua libertação. Assume-se como vítima de uma campanha de difamação e pergunta: "Afinal, onde estão as provas?"
Com a mansão de Elligham Hall, Reino Unido, como cenário, num jardim coberto de neve, o australiano Julian Assange foi ao encontro dos jornalistas, descrevendo a sua situação atual como "uma prisão domiciliária de alta tecnologia". O fato não o impede de continuar a trabalhar no Wikileaks. "Mas, como viram na minha ausência, as coisas estão bem organizadas mesmo sem a minha participação direta", referiu.
A mais recente revelação do portal é sobre Hugo Chávez: o presidente da Venezuela terá facilitado a fuga de presumíveis membros da organização separatista basca ETA.
Determinado, Assange voltou a clamar inocência nos crimes sexuais de que é acusado. "Tem sido uma campanha de difamação falsa, mas com êxito. Contudo, tem os dias contados. As pessoas começarão a pensar que, se as acusações são verdadeiras, onde estão as provas?" - questionou. "Por que é que nem eu, nem os meus advogados receberam ainda quaisquer provas?".
Questionado acerca de ser o alvo de uma possível conspiração norte-americana, Assange reagiu dizendo que está a sofrer "investigação muito agressiva" e que, neste processo, "muitas pessoas perderam credibilidade.
Outras fazem carreira a perseguir famosos". Além disso, admitiu que "o maior risco é a extradição para os EUA. E parece cada vez mais grave e mais provável". Entretanto, no dia 11 de Janeiro, o tribunal pronuncia-se sobre a extradição para a Suécia, onde terão sido cometidos os crimes.
Acerca do soldado Bradley Manning, que está detido sob a suspeita de ser a fonte do Wikileaks, Assange manifestou preocupação. "O portal foi criado de forma a não saber quem são as fontes. Reparem que é o único acusado. Está numa situação muito difícil", comentou.
Note-se que, além de reunirem 280 mil euros para pagar a fiança de Assange, são várias as personalidades da vida acadêmica, política, científica e jornalística que se disponibilizaram, perante a Justiça, a testemunhar a favor da credibilidade de Julian Assange.
Fonte: Jornal de Notícias
WikiLeaks sofre 'investigação agressiva' dos EUA
Assange deu entrevista em frente à mansão de Suffolk onde cumpre a liberdade condicional obtida na véspera. Ele estava preso acusado de abusos sexuais cometidos em agosto na Suécia.
Questionado se está sofrendo uma "conspiração" dos EUA, ele respondeu: "Eu diria que existe uma investigação muito agressiva".
O australiano reclamou que seu site está sofrendo ataques "legais e técnicos", mas que vai "suportar a decapitação".
Assange também afirmou que a maior parte dos ataques contra seu site não vieram de governos, mas de bancos em Dubai, na Suíça, no Reino Unido e nos EUA.
Fonte: G1 Mais no post: Eua Querem processar Assange por conspiração
'Brasil: Nunca Mais', o Wikileaks dos anos de chumbo
Julian Assange e seu WikiLeaks já entraram para a história com a publicação em massa de informações secretas e confidenciais (relevantes e irrelavantes) vazadas graças às facilidades tecnológicas. Com a internet, copiar dados em massa e colocá-los à disposição de milhões de pessoas é coisa que qualquer garoto hoje em dia pode fazer. Não que isso desmereça trabalho de Assange e a relevância de seu site.
Mas imagine esse mesmo trabalho feito 25, 30 anos atrás, quando a cópia xerox em papel era a tecnologia mais avançada para a reprodução de documentos.
A despeito dessa limitação, num trabalho precursor ao do WikiLeaks, mais de 1 milhão de páginas xerocadas clandestinamente do Superior Tribunal Militar (STM), em Brasília, resultaram num dos documentos mais importantes da recente história brasileira, o livro “Brasil: Nunca Mais”.
Mais em: Estadão
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Julian Assange é solto em Londres e diz que continuará trabalho
"Espero continuar meu trabalho e continar a proclamar minha inocência neste caso", disse em uma breve declaração na escadaria do tribunal.
"É fantástico respirar o ar fresco de Londres outra vez", celebrou o australiano.
Ele terá de entregar seu passaporte, usar uma pulseira de identificação e se apresentar diariamente à polícia.
Fonte: G1
Julian Assange deve falar nesta quinta com a imprensa
Depois do Tribunal de Westminster, em Londres, manter na manhã desta quinta-feira a liberdade condicional concedida ao fundador do site WikiLeaks, o advogado de defesa Mark Stephens declarou que a saída de Julian Assange da cadeia está prevista para às 15h15 (13h15 em Brasília). Ele também afirmou que tem certeza que Assange vai querer se pronunciar à imprensa antes de seguir para o interior do Reino Unido.
Na última terça-feira ele ganhou da justiça o direito de responder aos processos em liberdade mediante o pagamento de fiança de 200 mil libras. Porém, a Promotoria da Suécia recorreu da decisão para manter Assange detido até a próxima audiência do caso - marcada para 11 de janeiro.
FONTE: SRZD
Na última terça-feira ele ganhou da justiça o direito de responder aos processos em liberdade mediante o pagamento de fiança de 200 mil libras. Porém, a Promotoria da Suécia recorreu da decisão para manter Assange detido até a próxima audiência do caso - marcada para 11 de janeiro.
FONTE: SRZD
Corte britânica rejeita recurso e confirma liberdade condicional a Assange
O juiz Duncan Ouseley, da Alta Corte britânica, rejeitou o recurso apresentado pela Promotoria da Coroa do Reino Unido e confirmou a concessão de liberdade condicional a Julian Assange, criador do WikiLeaks.
O anúncio do magistrado de segunda instância confirma a decisão do juiz Howard Riddle na última terça-feira (14), que concedia liberdade condicional ao australiano mediante o pagamento de uma fiança de 200 mil libras (cerca de R$ 535 mil).
Mais cedo, ao chegar ao tribunal, Mark Stephens, o advogado de Assange, afirmou que "parece que o dinheiro já está no sistema bancário".
A Justiça aguarda agora a confirmação do recebimento da fiança, mais duas garantias de 20 mil libras, para poder libertar Julian Assange.
Além do pagamento, Assange terá que cumprir uma série de regras, entre elas a entrega de seu passaporte australiano, que ficará em poder das autoridades britânicas.
O criador do site que há duas semanas divulga mais de 250 mil telegramas diplomáticos dos EUA ficou detido por nove dias na prisão londrina de Wandsworth.
Seus advogados reclamaram das condições às quais o ativista estava submetido, em uma cela isolada e sem poder receber correspondências.
A decisão desta quinta-feira concede liberdade provisória a Assange enquanto aguarda um veredicto da Justiça britânica sobre sua potencial extradição à Suécia, país em que enfrenta acusações de assédio sexual e estupro.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Assange continua preso, advogado denuncia acesso restrito ao cliente
O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, continuará na prisão, depois do anúncio dos advogados, que representam a Suécia no processo de extradição perante a justiça britânica, de que vão apelar da decisão de libertá-lo sob fiança. Enquanto isso, advogados de defesa alegam que não têm acesso ao cliente.
A advogada do Estado sueco, que acusa Assange por um suposto caso de crimes sexuais, Gemma Lindfield, anunciou no final da tarde ao juiz de primeira instância de Westminster sua intenção de entrar com um recurso, que deve ser examinado pela justiça em um prazo de 48 horas.
Seus partidários denunciam, entretanto, uma tentativa de silenciar o criador do WikiLeaks, cujo site começou a publicar no dia 28 de novembro milhares de documentos confidenciais da diplomacia americana.
Sem acesso
Um dos advogados de Assange queixou-se de enfrentar dificuldades para falar com seu cliente. "Não tenho acesso a ele", reclamou Mark Stephens à rede Sky News.
Stephens indicou que esperava "receber informações dos suecos" esta quarta-feira, mas afirmou que a falta de acesso a Assange os impedia de "receber instruções" de seu cliente.
A advogada do Estado sueco, que acusa Assange por um suposto caso de crimes sexuais, Gemma Lindfield, anunciou no final da tarde ao juiz de primeira instância de Westminster sua intenção de entrar com um recurso, que deve ser examinado pela justiça em um prazo de 48 horas.
Seus partidários denunciam, entretanto, uma tentativa de silenciar o criador do WikiLeaks, cujo site começou a publicar no dia 28 de novembro milhares de documentos confidenciais da diplomacia americana.
Sem acesso
Um dos advogados de Assange queixou-se de enfrentar dificuldades para falar com seu cliente. "Não tenho acesso a ele", reclamou Mark Stephens à rede Sky News.
Stephens indicou que esperava "receber informações dos suecos" esta quarta-feira, mas afirmou que a falta de acesso a Assange os impedia de "receber instruções" de seu cliente.
Julian Assange é eleito o "Homem do Ano" pelos leitores da Time
Após a revista 'Time' escolher o criador da rede social Facebook, Mark Zuckerberg o 'Homem do ano', os leitores da publicação escolheram pela internet o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange como a pessoa mais importante de 2010. Eleito com mais de 382 mil votos, o dono do polêmico endereço na internet superou o premiê turco Recep Tayyip Erdogan, que ficou em segundo.
Divulgador de vários documentos diplomáticos e governamentais, Assange ultrapassou na votação, nomes como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a cantora Lady Gaga e os 33 operários do Chile, que ficaram presos por 70 dias em uma mina no deserto.
Fonte: JB
Divulgador de vários documentos diplomáticos e governamentais, Assange ultrapassou na votação, nomes como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a cantora Lady Gaga e os 33 operários do Chile, que ficaram presos por 70 dias em uma mina no deserto.
Fonte: JB
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Na Suécia, não é necessário haver violência para denuncia de estupro
O país tem uma das mais altas taxas de denúncias de agressões contra a mulher da Europa. Segundo um relatório da Anistia Internacional sobre o tema, o número de denúncias de estupro quadruplicou nos últimos 20 anos. Para a ex-membro do Parlamento e líder feminista sueca Gudrun Schyman, isso se deve ao intenso debate promovido no país.
A maioria dos casos, segundo a Anistia, é encerrado por causa da falta de provas. Na Suécia, mesmo que não haja violência, uma mulher pode denunciar um estupro por ter retirado a concessão para o sexo, ou seja, negar-se a ter relações. No caso de Assange, uma das denúncias é a de que ele não usou preservativo na relação, contrariando o pedido da mulher.
Em 2007, o governo criou um disque-denúncia para mulheres que sofreram violação ou ameaças. Segundo os organizadores do Kvinnofridslinjen, como é chamado o serviço, hoje são feitas cerca de 100 ligações por dia. A funcionária Klara Johansson explica que a maioria das mulheres liga pedindo ajuda sobre como agir e informações sobre centros de apoio e abrigos. "Nas últimas três décadas, a legislação de agressão sexual mudou muito, e essas mudanças mostram uma adaptação a uma visão moderna da integridade sexual do indivíduo. [...] Desde 2005, o termo estupro se aplica até se não há violação ou ameaça, se a vítima está numa situação indefensável, devido a doença, intoxicação ou adormecimento. [...] O alto número de denúncias pode significar um resultado do trabalho de divulgação de informações, e que as mulheres estão confiando na polícia e no sistema legal."
Leia a entrevista com a feminista sueca Gurdun Schyman:
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