Mostrando postagens com marcador Irã. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Irã. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Irã bloqueia acesso a site de jornal espanhol

O Irã bloqueou nesta quinta-feira o acesso ao site do jornal espanhol El País, depois da publicação de um documento diplomático, filtrado pelo site WikiLeaks, no qual afirma que o chefe da Guarda Revolucionária iraniana, Ali Jafari, bateu no presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad.

As autoridades iranianas também bloquearam o acesso a outros endereços na internet que reproduziram a notícia do jornal espanhol. Além disso, nenhum jornal oficial iraniano repercutiu a notícia, que até o momento não foi confirmada nem desmentida pelas fontes oficiais.

O El País divulgou nesta quinta-feira o conteúdo de uma embaixada americana em Baku de 11 de fevereiro deste ano, no qual o diplomata americano Rob Garverick informa que Jafari teria batido em Ahmadinejad durante uma acalorada discussão no Conselho Supremo de Segurança Nacional em janeiro de 2010 pelas repercussões dos controvertidas eleições de junho de 2009.

De acordo com a fonte iraniana Ahmadinejad sustentou que "o povo se sente asfixiado" e apostou, para fazer frente aos protestos e manifestações de descontentamento social, por uma maior permissividade e tolerância, "incluindo uma maior liberdade de imprensa".

A versão do jornal sustenta que as considerações de Ahmadinejad enfureceram o chefe da Guarda Revolucionária que teria exclamado "Está errado. Você que criou este caso. E ainda pede mais liberdade à imprensa?". O tumulto motivou a suspensão da reunião, que não foi retomada posteriormente.

Segundo a fonte informante, alguns blogs do Irã tinham repercutido a suspensão da reunião do Conselho Supremo, mas não mencionou o enfrentamento. No dia 29 de novembro, o presidente iraniano minimizou a importância dos documentos filtrados pelo WikiLeaks e disse que simplesmente se trata de uma conspiração.

Fonte: Terra

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

EUA queriam encontro como Brasil para discutir Irã

A aproximação entre os governos do Brasil e Irã preocupou consideravelmente os diplomatas norte-americanos em Brasília, que pediram encontros com o alto escalão brasileiro para discutir o assunto. A revelação foi feita pelo site WikiLeaks, segundo matéria publicada nesta quinta-feira no jornal “Folha de S. Paulo”.

O assunto foi esmiuçado em telegramas enviados pelos diplomatas americanos no Brasil à Secretaria de Estado em Washington. Em telegrama enviado no dia 6 de novembro de 2009, a ministra conselheira da embaixada americana, Lisa Kubiske, relatava encontros com membros do Itamaraty para tratar da viagem do iraniano Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil no fim daquele mês.

"O Brasil ainda não entende completamente a dinâmica que cerca o Irã e o Oriente Médio, e seu frenético esforço de se engajar com todos os atores da região aumenta o potencial de erros e de mal-entendidos", disse Kubiske

No mesmo documento, a diplomata fala abertamente sobre a necessidade de intervenção dos EUA no assunto "A missão renova seu pedido para que um especialista em Oriente Médio de Washington venha a Brasília se encontrar com altos funcionários da Presidência e do Itamaraty para apresentar a nossa visão."

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Austrália teme uma guerra nuclear se Israel atacar Irã

Documentos vazados nesta segunda-feira (13) mostram que a Austrália teme uma guerra nuclear se Israel atacar as instalações nucleares do Irã. Os telegramas confirmam que o serviço de inteligência australiano transmitiu essa preocupação aos Estados Unidos e admitiu receio de ser arrastada ao conflito pela proximidade geográfica. Para a Austrália, o programa nuclear iraniano é apenas uma estratégia do país para evitar ataques de potências estrangeiras.

O Wikileaks já revelou que vários países árabes, entre eles a Arábia Saudita, pediram aos EUA para destruir o programa atômico do Irã antes que o regime dos aiatolás conseguisse a bomba.

Washington também crê que Israel seria capaz de realizar um ataque unilateral para destruir as usinas nucleares, mas não contempla que o vá fazer em um futuro próximo.

Fonte: Terra, Bom Dia Brasil

domingo, 12 de dezembro de 2010

O primeiro efeito diplomático do Wikileaks

Países árabes adotam tom conciliador ao falar sobre o programa nuclear do Irã depois que os telegramas americanos revelaram a disposição de atacar Teerã.

CONCILIAÇÃO COM O IRÃ? O presidente dos Emirados Árabes, Khalifa bin Zayed Al Nahyan (2º da esquerda para a direita), conversa com o ministro do Exterior da Arábia Saudita, príncipe Saud Al Faisal durante a conferência da GCC
 Desde que o Wikileaks começou a divulgar os telegramas confidenciais da diplomacia dos Estados Unidos, a incrível quantidade de detalhes acerca de episódios importantes da política mundial chamou a atenção de analistas e jornalistas. A falta de grandes novidades capazes de mudar os rumos da política, no entanto, causa certa decepção, mas no Oriente Médio o escândalo conhecido como “cablegate” provocou pelo menos uma mudança visível nas relações entre os países: as nações árabes passaram a tomar ainda mais cuidado na hora de dialogar com o Irã.

A maior prova desta mudança foi dada na terça-feira (7), ao fim da reunião do Conselho de Cooperação para o Golfo (GCC, na sigla em inglês), entidade que reúne Arábia Saudita, Bahrain, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã. Em uma concorrida entrevista coletiva, o ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes, o xeique Abdullah bin Zayed al-Nahyan, secretário-geral da GCC, fez um discurso conciliatório pedindo uma resolução pacífica “de uma vez por todas” para o impasse a respeito do programa nuclear do Irã. Bin Zayed afirmou que o GCC quer que o Conselho de Segurança da ONU retire as sanções contra o Irã, mas lembrou que o país persa “precisa ajudar a comunidade internacional” e ser "claro sobre suas intenções". Foi a primeira vez que os países árabes adotaram essa postura.

Chat