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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Homem diz processar Assange por provocar-lhe medo

Enquanto o governo dos EUA procura maneiras de entrar contra o WikiLeaks e processar seu editor Julian Assange, um cidadão da Flória decidiu ajudar na empreitada: abriu um processo alegando que a ação do WikiLeaks lhe causou stress, medo e ansiedade, e exige indenização de US$150 milhões (R$255 milhões).

As alegações de David Pitchford são, no mínimo, curiosas. Ele alega que as revelações do WikiLeaks aumentaram sua pressão arterial, seu nível de stress e seu medo de ter um ataque cardíaco, além de ter lhe induzido o medo de uma guerra “nucliar” [sic]. Sua lógica chega a declarar que Assange alega ser cidadão dos EUA, pois declarou que a prática do WikiLeaks é jornalística e portanto, protegida pela primeira emenda dos EUA.

Segundo a ação, Assange e outros membros do WikiLeaks devem ser indiciado por conduta ilegal, negligência, terrorismo, traição e espionagem. Ela ainda não foi aceita pela justiça da Flórida, e provavelmente não será, dado o absurdo das alegações. Mas quem estiver curioso para ler a íntegra da peça pode acessar o site http://j.mp/dO5hEc. Mesmo quem não entende de direito pode se divertir com a lógica confusa e o inglês sofrível do documento.

Fonte: Aylons Geek

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Bank of America prepara estratégia contra vazamento

O Bank of America trabalha na elaboração de uma estratégia de defesa diante da possibilidade de que o banco americano se transforme no próximo alvo dos vazamentos do WikiLeaks, revelou nesta segunda-feira o jornal The New York Times.

Segundo o jornal, desde que foram intensificados os rumores de que o site de Julian Assange preparava um ataque contra o banco, foi criada uma equipe de aproximadamente 20 pessoas que elabora uma "ampla investigação interna".

No final de novembro, Assange anunciou em entrevista concedida à Forbes que o próximo alvo dos vazamentos do WikiLeaks seria "um grande banco americano" e a partir de então aumentaram os rumores de que seria o Bank of America.

Segundo o jornal nova-iorquino, que não identificou suas fontes, a equipe formada pelo banco tem entre 15 e 20 diretores e é liderada pelo principal responsável pela gestão de riscos da empresa, Bruce Thompson.
"Se algo acontecer queremos estar prontos. Queremos saber nossas opções antes que algo vaze", relatou aoThe New York Times um dos diretores do maior banco americano, que abordou o assunto sem se identificar.

Segundo detalha o jornal, por enquanto a investigação não encontrou provas que sustentem a versão de Assange de que o WikiLeaks possui um disco rígido de cinco gigabytes de um diretor de uma instituição bancária com valiosas informações sobre a empresa.

Segundo o Times, a equipe trabalha com a hipótese de que, no caso de que Assange disponha de documentos internos do Bank of America, eles poderiam ter saído "das montanhas de materiais" que o banco entregou à Comissão da Bolsa de Valores americana (SEC, na sigla em inglês) e ao escritório do procurador-geral de Nova York quando estava sendo investigado pela da aquisição do Merrill Lynch.

Quando os rumores de que o Bank of America seria o próximo alvo do WikiLeaks se intensificaram, no final de novembro, suas ações caíram consideravelmente na bolsa, embora tenham se recuperado rapidamente e no primeiro pregão de 2011 subiam mais de 5% na Bolsa de Nova York.

Fonte: Terra

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

EUA acharam 'débil' reação do Brasil a Bolívia

Para os Estados Unidos, a reação do governo brasileiro à medida da Bolívia que nacionalizou os hidrocarbonetos em 2006 foi "débil". É o que consta nos telegramas da diplomacia americana em Brasília, vazados pelo WikiLeaks e divulgados nesta quinta-feira pelo jornal Folha de São Paulo . Os documentos sugerem que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, teve influência nas ações de Evo Morales que culminaram na nacionalização de refinarias da Petrobras na Bolívia.

"No âmbito político, Lula e sua equipe de política externa não poderiam estar pior do que estão agora", afirma o comentário enviado pela embaixada em 3 de maio de 2006, dois dias depois da nacionalização boliviana. Com ironia, a diplomacia americana considerou a crise um revés para "a teologia do governo Lula sobre uma nova era de 'integração regional' liderada pelo Brasil". Os documentos sugerem, ainda, que Lula era cada vez mais visto pela "imaginação popular" como um presidente "atropelado, manipulado e enganado pelos 'hermanos' Chávez e Morales". O telegrama inclui a explicação brasileira para a atuação do governo diante da "crise". Nos documentos, Marcelo Biato, então da assessoria internacional do Planalto e hoje embaixador em La Paz, justifica: "Nós não podemos escolher nossos vizinhos. Não gostamos do modus operandi de Chávez ou das surpresas de Morales, mas temos de lidar com esses caras de alguma maneira e manter a ideia de integração regional viva".

Fonte: Terra

EUA suspeitam que Bolívia simulou trama terrorista

Os Estados Unidos suspeitam que o governo boliviano simulou uma trama terrorista para matar o presidente Evo Morales e culpar à oposição, conforme dados revelados pelo WikiLeaks.
A informação divulgada pelo WikiLeaks e publicada na Espanha pelo jornal El País cita uma testemunha que garantiu a embaixada dos EUA em La Paz que os serviços de inteligência prepararam um falso complô para matar Morales e culpar à oposição.
Pelo relato, os fatos remontam à madrugada de 16 de abril de 2009, quando um comando da polícia boliviana irrompeu no hotel Las Américas de Santa Cruz. O resultado foi os "cadáveres seminus de três homens baleados em seus quartos", enquanto o comando prendeu dois sobreviventes.
De acordo com a informação do jornal, o governo sustentou que os cinco estrangeiros eram terroristas contratados pelos dirigentes opositores de Santa Cruz para impulsionar uma rebelião armada e assassinar Evo Morales. No entanto, uma fonte próxima ao caso ofereceu a embaixada americana uma versão muito diferente: "os mercenários foram contratados na realidade pelos serviços de inteligência bolivianos para montar uma falsa trama terrorista e justificar a perseguição suscitada depois contra os dirigentes de Santa Cruz, bastião opositor ao governo".
Por este relato de maio de 2009, os mesmos serviços secretos mataram Eduardo Rózsa Flores (húngaro-boliviano), Árpad Magyarosi (húngaro) e Michael Dwyer (irlandês) para "apagar pistas e semear provas falsas". Os outros dois, Mario Tadic (boliviano de origem croata) e Elod Toaso (húngaro), "sobreviveram porque não estavam sabendo do esquema e as autoridades os utilizariam como testemunhas para justificar a farsa".
Os dois foram torturados, como constatam os diplomatas americanos em fotografias apresentadas pelas testemunhas, e que mostram os dois homens "ensanguentados, com dentes perdidos, costelas quebradas e muitos machucados provocados por cortes de faca", detalhou o El País.
A Embaixada garante que não há como comprovar a versão, mas acrescentou que a fonte é uma pessoa bem situada e com uma trajetória solvente.
Fonte : Terra

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

EUA temiam "negócios questionáveis" de Piñera

A embaixada dos Estados Unidos em Santiago comunicou a Washington que Sebastían Piñera, atual presidente do Chile, realizava "negócios questionáveis" como empresário, revela nesta segunda-feira o jornal espanhol El País, citando informações do site WikiLeaks.

"Piñera está ligado a um certo número de negócios questionáveis, mas os eleitores parecem relativamente desinteressados com isto", revela um despacho enviado em 2009 pela diplomata americana Carol Urban, quando o empresário ainda era candidato à presidência.

"Tenaz e competitivo, Piñera cuida tanto dos negócios como da política chegando aos limites da lei e da ética", destaca Urban.

O despacho cita um relatório da Transparência Internacional de 2006 que revela que Piñera, então o principal acionista da Lan Chile, comprou ações horas antes da publicação de um relatório financeiro da companhia aérea.

Segundo a embaixada dos EUA no Chile, Piñera é um "homem de negócios competitivo e político inclinado a assumir riscos".

Promessas

Piñera venceu as eleições de janeiro passado e em março chegou ao poder prometendo vender suas ações da LAN, da TV Chilevisión e do clube de futebol Colo Colo, tarefa que concluiu em 24 de dezembro passado.

Após a divulgação da notícia, o chanceler chileno, Alfredo Moreno, informou que recebeu um telefonema de Arturo Valenzuela, "encarregado do departamento americano de Estado, que pediu desculpas pelo vazamento...".

Segundo Valenzuela, a análise sobre Piñera "não representava a opinião dos Estados Unidos nem de sua diplomacia". "Foi apenas um relatório, como fazem muitos funcionários em todo o mundo"

Fonte: eBand

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ex-guerrilheiro recebeu visto americano por engano

Telegrama obtido pelo site WikiLeaks aponta que a concessão de visto de entrada nos Estados Unidos ao ex-guerrilheiro Paulo de Tarso Venceslau - interpretada como sinal de abertura na política externa do governo de Barack Obama - foi, de fato, um engano da diplomacia americana. Venceslau integrou o grupo que sequestrou o embaixador americano Charles Burke Elbrick, em 1969, para forçar a ditadura a libertar presos políticos. Os outros participantes da ação - incluindo o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, e o deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) - não podem visitar os Estados Unidos. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Segundo o documento interceptado pelo WikiLeaks, o consulado americano em São Paulo concedeu o visto sem perceber de quem se tratava. Depois que o caso veio à tona, a embaixada em Brasília recomendou que os Estados Unidos mantivessem a decisão, para evitar uma possível crise com o Itamaraty.

O texto foi enviado em 14 de outubro de 2009 pela conselheira Lisa Kubiske, que afirmou que o visto poderia lançar dúvidas sobre a política dos EUA contra o terrorismo. Entretanto, segundo Kubiske, um recuo "levaria a reação forte e negativa da imprensa brasileira", que impediria uma maior aproximação da relação entre os dois países.

Fonte: Terra

domingo, 26 de dezembro de 2010

EUA estão preocupados com traficantes sul-americanos na África

A diplomacia americana está preocupada com a influência de narcotraficantes sul-americanos na África ocidental, que usam a região para o transporte internacional de cocaína, segundo documentos divulgados pelo WikiLeaks e publicados neste domingo pelo jornal El País.

A DEA, agência americana de combate às drogas, concluiu que a luta das autoridades sul-americanas contra o narcotráfico obrigou os carteis a buscarem outras plataformas "mais cômodas" para enviar sua mercadoria até a Europa e os Estados Unidos, revelam mensagens de embaixadas americanas em vários países africanos.

A África ocidental, onde vários países ainda sofrem com a corrupção, o caos institucional e a devastação de recentes guerras civis, se transformou no novo centro de armazenamento e distribuição de narcóticos dos carteis sul-americanos - e, em menos medida, também dos asiáticos.

De acordo com os documentos, países como Guiné Bissau "caíram nas mãos de organizações criminosas oportunistas e sofisticadas". Outros, como Serra Leoa e Libéria, se defendem como podem.
"O tráfico de drogas está aumentando, e sem vontade política forte para combater este flagelo, a África ocidental será incapaz de deter esta perigosa maré", escreveu em abril de 2009 a embaixada americana em Serra Leoa.

Em alguns casos, o poder local está diretamente envolvido com o narcotráfico. Em maio de 2008, quando o embaixador americano na Guiné comunicou ao então primeiro-ministro Lansana Kouyaté suas preocupações acerca do aumento do tráfico no país, este respondeu que o próprio filho do presidente Lansana Conté, Ousmane, era "o principal traficante".

Para os Estados Unidos, a Guiné está se aproximando cada vez mais de seu vizinho Guiné Bissau, classificado como "o maior narco-Estado emergente da África".

Fonte: Terra

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Militar que ajudou WikiLeaks está em condições 'desumanas'


As condições carcerárias de Bradley Manning, o soldado americano acusado de vazar ao site WikiLeaks milhares de documentos secretos do departamento de Estado, são "desumanas" e sua saúde física e mental estão se deteriorando, afirmou uma pessoa próxima ao soldado, nesta quinta-feira.

"Parece evidente que a saúde física e mental de Manning estão se deteriorando", escreveu David House no blog Firedoglake.

De acordo com House, um analista de sistemas que visita o acusado duas vezes por mês, as condições carcerárias de Manning em prisão de Marines em Quántico, no estado da Virgínia, são "rigorosas e desumanas", apesar do que o Pentágono afirma.

O departamento de Defesa afirma que o ex-analista, de 23 anos, está detido sob um regime de segurança máxima, mas não recebe um tratamento diferente dos demais presos. Este tipo de encarceramento permite ao recluso apenas sair de sua cela uma hora por dia para realizar exercícios físicos.

Manning dispõe de dois lençois e cobertores que não podem se romper para evitar que se suicide, uma medida tomada por "precaução", ainda que não receba uma vigilância especial por isso, segundo o Pentágono.

House garantiu que as declarações do departamento são "claramente contraditórias" com as que Manning lhe fez, depois de visitá-lo no sábado e domingo. De acordo com sua versão, Manning não pode sair ao pátio da prisão há quatro semanas e, por isso, não está realizando exercícios físicos.

"Quando mencionei o comunicado do Pentágono que garante que ele pode fazer exercícios, ele respondeu que é verdade, se caminhar com correntes for considerado uma forma de fazer exercícios físicos", afirmou House.

Fonte: Terra

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

EUA queriam encontro como Brasil para discutir Irã

A aproximação entre os governos do Brasil e Irã preocupou consideravelmente os diplomatas norte-americanos em Brasília, que pediram encontros com o alto escalão brasileiro para discutir o assunto. A revelação foi feita pelo site WikiLeaks, segundo matéria publicada nesta quinta-feira no jornal “Folha de S. Paulo”.

O assunto foi esmiuçado em telegramas enviados pelos diplomatas americanos no Brasil à Secretaria de Estado em Washington. Em telegrama enviado no dia 6 de novembro de 2009, a ministra conselheira da embaixada americana, Lisa Kubiske, relatava encontros com membros do Itamaraty para tratar da viagem do iraniano Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil no fim daquele mês.

"O Brasil ainda não entende completamente a dinâmica que cerca o Irã e o Oriente Médio, e seu frenético esforço de se engajar com todos os atores da região aumenta o potencial de erros e de mal-entendidos", disse Kubiske

No mesmo documento, a diplomata fala abertamente sobre a necessidade de intervenção dos EUA no assunto "A missão renova seu pedido para que um especialista em Oriente Médio de Washington venha a Brasília se encontrar com altos funcionários da Presidência e do Itamaraty para apresentar a nossa visão."

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

As ‘calçoilas de Hillary’ – O WikiLeaks


A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse em dias da semana passada que, terminado o mandato do presidente Barack Obama, reeleito ou não, ela abandona a vida pública. Hillary tem um mandato de senadora pelo estado de Nova York.

Em 2008, no início da pré campanha eleitoral para escolha do sucessor de George Bush, Hillary era a favorita do Partido Democrata. Foi atropelada nas primárias por um quase desconhecido senador do estado de Illinois, Barack Obama, numa avassaladora campanha feita principalmente via Internet, por jovens e negros a favor de Obama.

Derrotada, imaginou que seria candidata a vice-presidente na chapa Democrata, mas acabou secretária de Estado num acordo do qual discordaram vários integrantes do primeiro time de Obama.

Medo da sombra.

O anúncio de Hillary, que vai abandonar a vida pública, tem várias razões. Uma delas a constatação que não conseguirá disputar eleições presidenciais em 2012 e estará sem condições de fazê-lo em 2016. Outra, o conhecimento que vários documentos secretos em poder do WikiLeaks demolem o governo de seu marido Bill e colocam-na em posição no mínimo constrangedora diante de determinados fatos.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Após acidente com avião da Gol, EUA tentaram tirar pilotos do Brasil

O governo dos Estados Unidos agiu junto ao Itamaraty e à Polícia Federal para tirar do Brasil os pilotos norte-americanos envolvidos no acidente entre um jato Legacy e o Boeing 737 da Gol, ocorrido no dia 29 de setembro de 2006 e que matou 154 pessoas. A revelação consta de telegramas enviados a Washington por diplomatas e obtidos pelo site WikiLeaks.

A primeira intervenção teria ocorrido logo em outubro, quando foram enviados ao Brasil três funcionários do Conselho de Segurança de Transportes (NTSB) e um da Administração Federal de Aviação (FAA) para acompanhar as investigações.

Enquanto isso, a embaixada dos EUA trabalhava para tirar do país os pilotos Joe Lepore e Jan Paladino. Na época, eles não conseguiriam deixar o território brasileiro, pois estavam com seus passaportes retidos.

domingo, 19 de dezembro de 2010

EUA estuda como processar Julian Assange

WASHINGTON (AFP) -O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está explorando as vias legais para processar Julian Assange, afirmou neste domingo o vice-presidente americano Joe Biden, que considera o fundador do WikiLeaks um "terrorista de alta tecnologia".

"Estamos estudando isto. O Departamento da Justiça está trabalhando sobre a questão", afirmou Biden em uma entrevista ao canal NBC e que será exibida neste domingo.

EUA estão irritados com padrões europeus sobre direitos humanos

Os padrões europeus em matéria de direitos humanos “irritam” a diplomacia americana, segundo documentos secretos dos Estados Unidos vazados pelo site WikiLeaks e publicados neste sábado pelo jornal britânico “The Guardian”.

Em um documento confidencial de Estrasburgo, o cônsul-geral dos EUA, Vincent Carver, critica o Conselho da Europa por sua posição frente às extradições ao país e às transferências secretas de suspeitos de terrorismo.

Assange denuncia novo macartismo nos EUA

O australiano Julian Assange denunciou neste sábado "uma nova forma de macartismo financeiro nos Estados Unidos", depois da suspensão pelo Bank of America de todas as transações destinadas ao site WikiLeaks, especializado no vazamento de documentos confidenciais.

"O Bank of America divulgou um comunicado de que não pretende realizar nenhuma transação de nenhum cliente para nenhuma organização que arrecade dinheiro em nosso benefício", disse.

"É um novo tipo de macartismo nos Estados Unidos para privar esta organização dos recursos que precisa para sobreviver, para me privar pessoalmente dos recursos que meus adovogados precisam para me proteger da extradição para os Estados Unidos ou Suécia", completou Assange.

O termo usado por Assange faz referência à campanha anticomunista liderada pelo então senador Joseph McCarthy nas décadas de 40 e 50.

O Bank of America anunciou neste sábado a suspensão de todas as transações destinadas ao site WikiLeaks, responsável pelo vazamento de milhares de documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos.

"O Bank of America se une às medidas anunciadas anteriormente por MasterCard, PayPal, Visa Europa e outros, e não realizará transações de nenhum tipo que acredite que possam estar destinadas ao WikiLeaks", anunciou Scott Silvestri, porta-voz do banco.

"Esta decisão é baseada no fato de que temos razões para pensar que o WikiLeaks pode estar vinculado a atividades que são, entre outras coisas, contrárias a nossa política interna de pagagmentos", acrescenta Silvestri em um comunicado.

O fundador do WikiLeaks, que recentemente divulgou 250.000 telegramas diplomáticos secretos americanos, havia anunciado em uma entrevista à revista Forbes que preparava um `megavazamento` que afetaria um importante banco dos Estados Unidos no início do próximo ano".

Fonte: eBand

sábado, 18 de dezembro de 2010

Bank of America diz que cortará serviços com o WikiLeaks

O Bank of America afirmou na noite de sexta-feira que está se juntando à outras instituições financeiras e não processará transações do WikiLeaks, site que enfureceu autoridades dos Estados Unidos ao publicar uma série de documentos confidenciais norte-americanos, informou o McClatchy Newspapers.

"O Bank of America se junta às ações previamente anunciadas pela MasterCard, PayPal, Visa Europe e outros e não processará transações de qualquer tipo que nós tenhamos razão para acreditar que envolvam o WikiLeaks", disse o banco em comunicado, segundo o McClatchy.

Ninguém do Bank of America estava disponível para comentar a informação.

O WikiLeaks disse que divulgará documentos no início do próximo ano que apontarão "práticas antiéticas" de um grande banco norte-americano, que acredita-se ser o Bank of America.

Várias empresas interromperam seus serviços ao WikiLeaks após o site ter se associado a grandes jornais para publicar milhares de documentos diplomáticos confidenciais dos EUA que causaram tensão entre Washington e alguns de seus aliados.

"Esta decisão é baseada na nossa crença de que o WikiLeaks possa estar envolvido em atividades que são, entre outras coisas, inconsistentes com as nossas políticas internas para o processamento de pagamentos", apontou a nota do Bank of America.

Depois da informação, o WikiLeaks pediu, em mensagem no Twitter, que seus seguidores deixem o banco.

Fonte: Terra

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Um bando de provocadores

Natália Viana

Reproduzo aqui o que disse o editor do New York Times, Bill Keller, sobre o WikiLeaks, hoje:

“Ao longo desta experiência, nós consideramos Julian Assange e seu alegre bando de provocadores e hackers como uma fonte. Não vou dizer uma fonte pura e simples, porque como qualquer repórter ou editor pode atestar, fontes são raramente puras e simples”.

Ele disse isso em um evento sobre jornalismo promovido pela Fundação Nieman, em Harvard. E afirmou ainda que Julian Assange não é um jornalista: “Pelo menos não do mesmo tipo que eu”.

Acho que a consideração é perfeita e vem no momento exato: Bill Keller apenas falou alto o que muitos jornais pensam.

A postura dele revela uma coisa simples, que é o fato de que muitos profissionais da mídia tradicional não estão prestando atenção no que está acontecendo com o jornalismo no mundo.

Falo de jornalismo grasroots ou comunitário, sim, falo de jornalismo espontâneo e de blogs, sim, mas falo principalmente de bom jornalismo, relevante e profundo que está surgindo de grupos independentes e também de centros de jornalismo investigativo – e que está retirando o monopólio dos veículos estabelecidos de produzir e propagar infomação, de dizer o que é ou não notícia.

Após taxar o WikiLeaks de “fonte”, o editor diz que “nenhuma fonte” é “pura e simples”. O raciocínio mais lógico é questionar se algum jornal é um jornal “puro e simples”, incluindo o New York Times. E isso não tira o mérito do bom jornalismo que muitos deles fazem.

Mas a coisa é um tanto pior porque o WikiLeaks obtem informações valiosas – sim, elas valem muito dinheiro. Vendem jornal. Causam escândalo. Então, neste caso, os veículos tradicionais se interessam e têm que negociar.

Por isso me assusta um pouco a defesa de que há um tipo “superior” de jornalista e “outro tipo” – neste quesito caberia o Julian Assange. Cheira a uma defesa desesperada de quem está perdendo seu nicho de mercado.

Não seria mais inteligente olhar as novas fronteiras do jornalismo, reconhecer as iniciativas bem-sucedidas e ficar feliz com o mundo de possibilidades que está se abrindo?

Agência de códigos dos EUA opera em regime de ameaça grave



A principal agência de criação e decifração de códigos do governo dos Estados Unidos está trabalhando sob a suposição de que inimigos podem ter violado até mesmo as mais sigilosas das redes de computadores da segurança nacional que ela protege.
"Não podemos considerar nada mais como 'seguro'," disse Deborah Plunkett, da National Security Agency (NSA), em meio à ira e embaraço dos EUA quanto à revelação de cabogramas diplomáticos sigilosos pelo site WikiLeaks.
"Os mais sofisticados adversários poderão atuar despercebidos em nossas redes", acrescentou. Deborah comanda a diretoria de proteção de informações da NSA, que é responsável por proteger as informações sensíveis de segurança nacional e as redes de computadores desse setor, das trincheiras à Casa Branca.
"Temos de construir nossos sistemas sob a suposição de que os adversários conseguirão penetrá-los", disse ela em um fórum de segurança na computação patrocinado pelas revistas Atlantic e Government Executive. Os EUA não podem depositar sua confiança "em diferentes componentes do sistema que já podem ter sido violados", acrescentou Deborah, em uma das raras ocasiões em que a NSA se expressa em público sobre o tema.
A NSA precisa constantemente refinar sua abordagem, disse ela, acrescentando que não existe um "estado estático de segurança". Mais de 100 organizações estrangeiras de inteligência estão tentando invadir redes norte-americanas, escreveu o secretário assistente da Defesa William Lynn em artigo para a edição setembro/outubro da revista Foreign Affairs. Algumas delas já têm a capacidade de perturbar a infraestrutura de informação dos EUA, afirmou.
Deborah se recusou a comentar sobre o WikiLeaks, que começou a divulgar seu acervo de 250 mil cabogramas diplomáticos, os quais incluem detalhes sobre instalações no exterior que funcionários do governo dos EUA consideram como vitais para a segurança norte-americana.

Fonte: Terra

EUA pediram a militares brasileiros que participassem de ações da Otan

A diplomacia norte-americana trabalhou para obter do Brasil um apoio às ações militares da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) em várias partes do mundo. A revelação conta de documentos produzidos pelo governo dos Estados Unidos e obtidos pelo site WikiLeaks.

Um dos telegramas secretos, enviado ao Departamento de Estado em 15 de fevereiro de 2007, narra um jantar oferecido pelo embaixador Clifford Sobel ao ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Félix, e ao subchefe-executivo, o General-de-Divisão Rubem Peixoto Alexandre.

Neste encontro, o norte-americano solicita um encontro entre Dilma Rousseff, então ministra-chefe da Casa Civil, e o advogado-geral americano. Na pauta, a perspectiva de o Brasil colaborar com a Otan, aliança militar que inclui países da Europa e os Estados Unidos.

Neste encontro, Félix se mostrava favorável a uma participação do Brasil na Otan e chegou a proferir uma comentário enfático a respeito.

"Felix disse que os brasileiros devem encarar o fato de que ’um preço deve ser pago’ para obter um papel de liderança global. O Brasil deve estar disposto a modernizar e empregar suas forças em operações internacionais e confrontar a perspectiva de ’sacos de corpos retornando’”, comentou Sobel no telegrama.

O general diz ainda, segundo o documento, que uma cooperação próxima com a Otan seria vista positivamente pelos militares brasileiros, que compartilham a sua visão.



Fonte: eBand

RSF pede que Obama deixe de perseguir o fundador do Wikileaks

A organização defensora da liberdade de imprensa Repórteres Sem Fronteiras (RSF) pediu nesta sexta-feira ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que interrompa as investigações contra o fundador do Wikileaks, Julian Assange, e seus colaboradores.


"Consideramos que a publicação de informação - embora seja confidencial - por parte do Wikileaks e dos cinco meios de comunicação associados, constitui uma atividade jornalística de informação ao público", indicou a RSF em carta enviada a Obama.
A organização também fez referência à Primeira Emenda da Constituição americana que estabelece o princípio do respeito à liberdade de imprensa.
A carta, que também foi dirigida ao procurador-geral dos EUA, Eric Holder, precisa que "perseguir legalmente os fundadores e colaboradores do Wikileaks prejudicaria gravemente a liberdade de imprensa no país e degradaria as condições de trabalho dos jornalistas americanos que cobrem temas delicados".
A organização assinala que os EUA são "um modelo de liberdade de expressão no mundo", mas que esse status seria questionado por "uma perseguição legal arbitrária contra o Wikileaks".
Lembrou que vários professores da Universidade de Colúmbia enviaram recentemente um e-mail no qual afirmam que "uma reação excessiva do Governo pela publicação dos documentos sempre foi mais prejudicial para a democracia americana que o próprio vazamento".
A RSF pediu a Obama que aproveite o debate aberto com os vazamentos do Wikileaks para "revisar a política de classificação de arquivos" a fim de "favorecer a transparência e de tornar públicos um número maior de documentos, em coerência com as promessas feitas no início da administração".

Fonte: Terra

WikiLeaks sofre 'investigação agressiva' dos EUA


Assange deu entrevista em frente à mansão de Suffolk onde cumpre a liberdade condicional obtida na véspera. Ele estava preso acusado de abusos sexuais cometidos em agosto na Suécia.

Questionado se está sofrendo uma "conspiração" dos EUA, ele respondeu: "Eu diria que existe uma investigação muito agressiva".

O australiano reclamou que seu site está sofrendo ataques "legais e técnicos", mas que vai "suportar a decapitação".

Assange também afirmou que a maior parte dos ataques contra seu site não vieram de governos, mas de bancos em Dubai, na Suíça, no Reino Unido e nos EUA.

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