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sábado, 8 de janeiro de 2011

EUA intima Twitter a passar dados do WikiLeaks



O Departamento da Justiça dos EUA emitiu um mandado judicial para que o Twitter forneça informações das contas do site WikiLeaks, do seu fundador Julian Assange e de apoiadores do grupo.

A ordem judicial para investigar o WikiLeaks solicita detalhes pessoais dos usuários, como endereços, nome, horários de acesso e tipos de serviços utilizados no Twitter de 1º de novembro de 2009 até o presente.

Entre os oito usuários citados, está Bradley Manning, analista de inteligência dos EUA suspeito de ter originado os vazamentos. Está listada também a parlamentar da Islândia Birgitta Jonsdottir, ligada ao site.

O Wikileaks é um site conhecido por divulgar documentos sigilosos. Embora no ar há alguns anos, ele ganhou destaque internacional neste ano, ao levar a público 77 mil documentos da inteligência americana sobre o Iraque e, nas últimas semanas, mais de 250 mil telegramas secretos do Departamento de Estado dos EUA com os bastidores da diplomacia americana.

A divulgação desses documentos diplomáticos enfureceram os EUA e criaram uma saia-justa para a diplomacia internacional.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Irã bloqueia acesso a site de jornal espanhol

O Irã bloqueou nesta quinta-feira o acesso ao site do jornal espanhol El País, depois da publicação de um documento diplomático, filtrado pelo site WikiLeaks, no qual afirma que o chefe da Guarda Revolucionária iraniana, Ali Jafari, bateu no presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad.

As autoridades iranianas também bloquearam o acesso a outros endereços na internet que reproduziram a notícia do jornal espanhol. Além disso, nenhum jornal oficial iraniano repercutiu a notícia, que até o momento não foi confirmada nem desmentida pelas fontes oficiais.

O El País divulgou nesta quinta-feira o conteúdo de uma embaixada americana em Baku de 11 de fevereiro deste ano, no qual o diplomata americano Rob Garverick informa que Jafari teria batido em Ahmadinejad durante uma acalorada discussão no Conselho Supremo de Segurança Nacional em janeiro de 2010 pelas repercussões dos controvertidas eleições de junho de 2009.

De acordo com a fonte iraniana Ahmadinejad sustentou que "o povo se sente asfixiado" e apostou, para fazer frente aos protestos e manifestações de descontentamento social, por uma maior permissividade e tolerância, "incluindo uma maior liberdade de imprensa".

A versão do jornal sustenta que as considerações de Ahmadinejad enfureceram o chefe da Guarda Revolucionária que teria exclamado "Está errado. Você que criou este caso. E ainda pede mais liberdade à imprensa?". O tumulto motivou a suspensão da reunião, que não foi retomada posteriormente.

Segundo a fonte informante, alguns blogs do Irã tinham repercutido a suspensão da reunião do Conselho Supremo, mas não mencionou o enfrentamento. No dia 29 de novembro, o presidente iraniano minimizou a importância dos documentos filtrados pelo WikiLeaks e disse que simplesmente se trata de uma conspiração.

Fonte: Terra

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Apple retira aplicativo do Wikileaks de sua loja


A descrição do aplicativo era: “O app do WikiLeaks dá acesso instantâneo ao maior vazamento de documentos oficiais da história e outros documentos secretos do governo. Você agora pode ter todas as informações do WikiLeaks facilmente em seu iPhone…”


Uma das possíveis razões da remoção da Apple seja pelo fato de cobrar por um aplicativo que envolve informações de uma organização sem fins lucrativos (alem de não ser o aplicativo oficial do WikiLeaks). Ou talvez seja apenas um assunto muito delicado para a Apple, que é famosa por rapidamente tirar o time de campo quando o assunto é aplicativos polêmicos.

Fonte: Gizmodo

sábado, 18 de dezembro de 2010

Revista do Zimbábue é processada por publicar documentos vazados

Os diretores do Banco Central e do serviço secreto do Zimbábue processaram na Justiça uma revista local por reproduzir documentos secretos de diplomatas americanos vazados pelo site WikiLeaks, segundo os quais os funcionários do país são envolvidos no tráfico ilegal de diamantes.

Gideon Gono, diretor do Banco Central, e Happyton Bonyongwe, chefe da Organização Central de Inteligência, processam a revista privada "The Standard", exigindo, respectivamente, US$ 12,5 milhões e US$ 10 milhões por danos e prejuízos a suas pessoas, informa neste sábado o diário estatal "The Herald".

Esses processos ocorrem dias depois de Grace Mugabe, esposa do líder do Zimbábue, Robert Mugabe, processar a "The Standard" também por publicar documentos vazados pelo WikiLeaks, nos quais ela também é envolvida no tráfico ilegal de diamantes.

Todos negam taxativamente ter participado do tráfico ilegal de diamantes.

O documento diplomático americano cita como fonte Andrew Cranswick, diretor da companhia mineradora desalojada desses campos de mineração pelo Governo de Mugabe em 2006, que negou ter falado com funcionários americanos sobre essas questões.

Fonte: Estadão

Bank of America diz que cortará serviços com o WikiLeaks

O Bank of America afirmou na noite de sexta-feira que está se juntando à outras instituições financeiras e não processará transações do WikiLeaks, site que enfureceu autoridades dos Estados Unidos ao publicar uma série de documentos confidenciais norte-americanos, informou o McClatchy Newspapers.

"O Bank of America se junta às ações previamente anunciadas pela MasterCard, PayPal, Visa Europe e outros e não processará transações de qualquer tipo que nós tenhamos razão para acreditar que envolvam o WikiLeaks", disse o banco em comunicado, segundo o McClatchy.

Ninguém do Bank of America estava disponível para comentar a informação.

O WikiLeaks disse que divulgará documentos no início do próximo ano que apontarão "práticas antiéticas" de um grande banco norte-americano, que acredita-se ser o Bank of America.

Várias empresas interromperam seus serviços ao WikiLeaks após o site ter se associado a grandes jornais para publicar milhares de documentos diplomáticos confidenciais dos EUA que causaram tensão entre Washington e alguns de seus aliados.

"Esta decisão é baseada na nossa crença de que o WikiLeaks possa estar envolvido em atividades que são, entre outras coisas, inconsistentes com as nossas políticas internas para o processamento de pagamentos", apontou a nota do Bank of America.

Depois da informação, o WikiLeaks pediu, em mensagem no Twitter, que seus seguidores deixem o banco.

Fonte: Terra

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A Liberdade de Expressão

Laerte Braga

Se você quiser dentes brancos, livres de bactérias e germes, que o tornam apto a pleitear empregos qualificados, ou a triunfar no mundo da sociedade do espetáculo, vai ter sempre um dentista pronto a recomendar determinado creme dental, ou determinada escova para transformá-lo num sucesso.

E todo um aparato tecnológico de propaganda para criar a sensação que você está imune a problemas bucais.

Já saúde pública na área, nem pensar.

Mas se a sua intenção for saber a última fofoca envolvendo figuras da televisão, também não tem problema. A própria mídia privada se encarrega de construir e desconstruir seus "heróis". Batendo às portas a edição de 2011 do Big Brother Brasil, versão nacional de um prostíbulo valendo um milhão de reais.

Tem um detalhe. Se o seu interesse for saber o que acontece de fato em seu país, aí meu caro, é um caminho inglório.

Na cabeça dos donos da mídia, a mídia privada e podre, liberdade de expressão é aquela paga pelo creme dental que deixa dentes brancos e limpos por doze horas e dá a você a sensação que nessa guerra por um lugar num palco imaginário, o seu lugar está garantido.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Carta pela Liberdade de Expressão



Autor: Matheus Santos Rodrigues Silva, para o blog Vozes

Meus caros, está acontecendo algo fantástico nos meios virtuais e, por que não, nos meios físicos do mundo inteiro. O fenômeno de divulgação do site Wikileaks conseguiu despertar a atenção das mais diversas camadas das mais diversas sociedades do mundo. Inclusive o interesse e a extrema preocupação do governo estadunidense que mostra que "liberdade, liberdade, negócios a parte". A liberdade de expressão está sendo ameaçada por muitos daqueles que se dizem seus defensores e o mundo não está se curvando diante disso.

O que eu posso ver são pessoas de diversas nações. Diversos continentes. Diversas visões políticas e de mundo, unidas por uma causa. Isso, meus caros, é um fenômeno raríssimo no mundo. Isso é a história sendo escrita em nossa frente. Isso é a história sendo escrita por nós!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Mega Não Brasília: Solidariedade a Julian Assange



Acontecerá também em Brasília no dia 15 de dezembro, as 14 horas, um ato em pról da nossa liberdade na rede. Será em frente à embaixada britânica.

SES Avenida das nações, Quadra 801, Conjunto K, lote 08

Mais informações visite este blog

Fonte: Portal Dilma na Rede

Não matem o mensageiro por revelar verdades incômodas




por Julian Assange

WIKILEAKS merece proteção, não ameaças e ataques.

Em 1958 o jovem Rupert Murdoch, então proprietário e editor do jornal The News, de Adelaide, escreveu: "Na corrida entre o segredo e a verdade, parece inevitável que a venda sempre vença".

A sua observação talvez reflita o desmascaramento feito pelo seu pai, Keith Murdoch, de que tropas australianas estavam a ser sacrificadas inutilmente nas praias de Galipoli por comandantes britânicos incompetentes. Os britânicos tentaram calá-lo mas Keith Murdoch não foi silenciado e os seus esforços levaram ao término da desastrosa campanha de Galipoli.

Aproximadamente um século depois, WikiLeaks está também a publicar destemidamente fatos que precisam ser tornados públicos.

Criei-me numa cidade rural em Queensland onde as pessoas falavam dos seus pensamentos diretamente. Elas desconfiavam do governo como de algo que podia ser corrompido se não fosse vigiado cuidadosamente. Os dias negros de corrupção no governo de Queensland antes do inquérito Fitzgerald testemunham do que acontece quando políticos amordaçam os midiáticos que informam a verdade.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Wikileaks, o outro lado da moeda (?)



Até que ponto o texto tem razão?

Não vi razões para discordar a não ser a falta de provas. Olhando o que nos foi passado percebemos que a mídia noticiou apenas informações sobre a prisão de Julian Assange e sobre documentos vazados que de uma forma não nos deixaram perplexos.

O Blog continuará postando acerca do Wikileaks, mas tememos que o vídeo tenha razão.

Quando houve o "ataque" ao World Trade Center logo os EUA usaram maneiras de vigiar o povo americano, seja pelos aeroportos, seja pelos militares...

O Wikileaks poderia sim ter sido criado como um pretexto a censura na internet. No Brasil havia/ou há uma lei que ainda seria aprovada sobre a censura em blogs. Jogando a desculpa de que um site pôde criar uma guerra, seja cibernética ou real, os EUA consegueriam implantar uma censura alegando estarem nos protegendo.

Existe sim uma vontade de tirarem nossa privacidade, (Facebook, Google, Vigilância, Câmeras, Detectores,...). Percebem que a cada serviço feito, eles tentam integrar uns aos outros? Fazendo assim um livro de sua vida, tendo todas as informações que precisam (aquilo que você gosta, vê, compra, seus amigos,...).

O que eu proponho é que vejamos os dois lados da moeda, e procuremos o máximo de informações sobre.

O que você tem a dizer?
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