O debate “Wikileaks: o que está em jogo?”, organizado pelo coletivo Intervozes e entidades de democratização da comunicação, no Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, nesta quarta-feira, contou com palestra da jornalista Natalia Viana, colaboradora do Opera Mundi e responsável por divulgação independente de material do Wikileaks no Brasil. Para ela, o mais interessante do website é o fato de ter demonstrado que “é possível democratizar o acesso à denúncia”. De acordo com ela, o objetivo do “Wikileaks” não é o “furo” jornalístico ou a novidade, mas divulgar documentos que revelem mentiras e erros de governos.
“O que o Wikileaks está fazendo é demonstrar um império em decadência”, sentenciou.
Estratégia
Natalia Viana explicou que, desde o início do chamado Cablegate, há três semanas, houve uma mudança de estratégia na forma de o site divulgar os documentos.
“As informações sobre a guerra do Afeganistão e do Iraque foram disponibilizadas todas de uma só vez e isso fez com que muita coisa importante não fosse vista”, disse Natalia.
Atualmente, o site Wikileaks vem divulgando os documentos em partes. O critério dos documentos que são divulgados, explicou, obedece à abrangência internacional da notícia. Na América Latina, de acordo com a jornalista, somente ela e dois jornais – Folha de S.Paulo e O Globo - possuem acesso direto às informações.
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
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